quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ventos da liberdade sopram sobre o Islã !

Nas últimas semanas, intensas e corajosas manifestações e lutas por liberdades democráticas sopraram em variados países do mundo árabe, culminando com a derrubada do ditador egípcio  Osni Mubarack, no poder há mais de 30 anos. Em geral nesses países de orientação religiosa islâmica, os líderes, presidentes, reis, sheiks, príncipes são apegados ao cargo e, contrários óbviamente à alternância de poder. Democracia então, palavra que não existe nos dicionários destes que cultuam, que seguem o Alcorão, o livro sagrado de Maomé, por incrível qe possa parecer, era um analfabeto mas conseguiu fundar uma religião monoteísta por volta de 600 dC e espalhar este dogma por milhares de povos. Muamar Kadafi, líder líbio está à frente do governo há mais de 40 anos. Um terrorista nato que estimula, que incentiva e patrocina grupos terroristas principalmente contra os Estados Unidos. Ficou famoso por apoiar e armar um  grupo terrorista  que derrubou um avião civil sobre a Escócia, em situação até hoje não esclarecida.

Na maioria desses países árabes -  Síria, Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Jordânia,Iêmen, Tunísia, Argélia, Marrocos, Bahrein e outros, somados aos iranianos que são persas e não árabes, parece que a vida continua na Idade Média. Um povo atrasado culturalmente, um povo que vive aprisionado ao passado longíncuo dominado por idéias retrógradas, leis seculares impiedosas, vingativas, onde a mulher é uma figura inexistente na sociedade mulçumana, sendo, em muitos países obrigadas ao uso da odiosa vestimenta a burca, vivem enclausuradas, não podem sair à rua, falar com estranhos, aprender ler, etc. As crianças são educadas em escolas (se é que se pode chamar de escolas), onde aprende desde cedo o ódio aos judeus, ao mundo ocidental e à religião de Roma. Vivem como se estivem nos tempos das Cruzadas.

Alguns desses países, sem que mesmo a inteligência americana pudesse detectar, acordaram de um longo sono e ansiam pela liberdade, pela chance de viverem num mundo melhor, longe do atraso, da ignorância, do desconforto. Esses países não sabem o que é liberdade, o que é democracia, vida político-partidária, um parlamento livre e eleito pelo povo. Em alguns, onde ainda predomina regimes monárquicos, esses reis são senhores absolutos da vida e da morte de milhares de pessoas condenadas à uma vida estéril. Muitos desses soberanos, donos de poços de petróleo, se tornaram ricos, poderosos e controlam seus súditos com mão de ferro. Agora, inebriados pelos ventos da liberdade que sopram no norte africano, como uma cena jamais esperada, os povos, notadamente os jovens sairam às ruas, enfrentando a polícia e o exército e estão lutando. No Egito, Mubarack caiu em menos de 18 dias de protestos. Ourtros desses ditadores poderão cair, pondo um fim nesses regimes ditatoriais e sanguinários.

A grande arma usada por esses novos soldados da liberdade, é a internet, o telefone celular que, desafiando as baionetas, os canhões e tanques de guerra, de forma quase que inocente, pura  levaram a mensagem desses destemidos lutadores pondo abaixo as ditaduras cruéis e desumanas. Quiçá tenham êxito completo e varram para o lixo da história, essas figuras nefastas, esses energúmenos que insistem em manter o poder à custa do suor e do sangue dessa brava gente. Quiçá enterrem junto Maomé e suas idéias senis e tresloucadas. Que lutem para abrir suas mentes e visões para um mundo novo, moderno, um mundo sem fronteiras, sem castas sociais e acima de tudo, um mundo onde a paz entre os homens seja a tônica, a regra. Que cada um possa celebrar, honrar e adorar seus deuses da forma como melhor lhes aprouver respeitando seus vizinhos, seus irmãos. Que os ventos dessa tão esperada liberdade se tranformem em verdadeiras tempestades varrendo esses ditadores assassinos dando lugar à governos livres e voltados para a melhoria de vida desses povos que sofrem à séculos.

Um comentário:

  1. Não encontraria leitura melhor da realidade do oriente, neste momento tão díficil, e ao mesmo tempo único para a busca da liberdade democrática daquele povo que vive em regime arcaico e injusto há tantas décadas.

    Bruno M.

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