domingo, 23 de abril de 2017

Pelo fim do Imposto Sindical!

Pelo fim do Imposto Sindical!


Entre as inovações e mudanças que devem surgir com a reforma das leis trabalhistas, está o necessário e imperioso fim do Imposto Sindical, essa excrescência que alimenta milhares de sindicatos-pelegos espalhados pelo Brasil, que, surgem do nada, assim como, na mesma velocidade que se criam partidos políticos e igrejas evangélicas, virou um câncer a ser extirpado da sociedade. Esses pseudos-sindicatos fazem de tudo, menos representar de fato os vivos interesses dos trabalhadores. Servem como trampolins para carreiras políticas e agasalham bandeiras e interesses de grupos que se perpetuam no poder por longo tempo.


Normalmente, um cidadão funda ou se elege presidente de um sindicato qualquer, organiza e preenche a diretoria com gente de sua absoluta confiança, quando não, de parentes e aderentes, aprova um estatuto com cláusulas e mecanismos para se perpetuar no poder, impedir o surgimento de novas lideranças além de embaraçar e dificultar a realização de assembléias para eleição e renovação das diretorias. Esta é a tônica do sindicalismo no Brasil. Basta dar uma olhada no quadro de Araçatuba. Há quanto tempo não se renovam as lideranças sindicais da cidade?


Quanto tempo José Geraldo Fogolin preside o Sindicato dos Bancários e a cooperativa? Quanto tempo José Carlos dos Santos está à frente do Sindicato dos Comerciários? Quanto tempo Sérgio Balsalobre conduz o Sindicato dos Motoristas? Gener Silva está há quanto tempo no Sindicato dos Comerciantes? Wilson Marinho preside a Associação Comercial desde quando? Rosaldo de Oliveira preside o Sindicato da Limpeza desde quando? E o Sisema? Sempre com eleições conturbadas e questionadas na justiça. A maioria dessas lideranças está há décadas presidindo esses sindicatos. Não há renovação, não há uma oxigenação no quadro diretivo. Ser presidente de sindicato tornou-se uma profissão recheada de privilégios e oportunidades.


Em geral, no Brasil a situação não é diferente. A grande maioria se envereda pelos caminhos da política como o Avelino Chinelo, juntando interesses pessoais e de grupos com os justos e legítimos interesses dos trabalhadores. Acabam se elegendo a cargos eletivos contaminando e deteriorando as bandeiras pelas quais deviam lutar. O fim do Imposto Sindical vai dar a oportunidade democrática e justa do próprio trabalhador optar se quer ou não ser filiado a um sindicato. Vai depurar e separar o joio do trigo pois a grande maioria dos sindicatos não prestam contas a ninguém, seus presidentes usam e aplicam os recursos da entidade da forma como bem entendem e muitos usam em benefício próprio em viagens para congressos, encontros, seminários inúteis e desnecessários. Em Rio Preto, o presidente do Sindicato dos Motoristas, que já foi vereador, Daniel Caldeira, foi afastado do cargo e o sindicato está sob intervenção com inúmeras denúncias de irregularidades. O culto à personalidade, é outro gravíssimo desvio de conduta de alguns líderes sindicais que usam o sindicato para sua exposição pública de forma exagerada, estampando enormes fotos nas sedes dos sindicatos e até espalhando out-doors pelas ruas da cidade.



domingo, 16 de abril de 2017

E a corrupção tucana?

Quando será a passeata contra a corrupção tucana?


Desde a instalação da República em 1889, o Brasil atravessou seguidas crises político-institucionais que desaguaram em revoluções, golpes de Estado, golpes militares, ditaduras, inúmeros presidentes não terminaram seus mandatos, Congresso fechado, várias constituições e um sem número de problemas para o povo. Problemas econômicos, problemas sociais, problemas insolúveis que se arrastam até os dias atuais, mercê de erros na condução de políticas econômicas equivocadas com reflexos duríssimos no dia-a-dia da vida e da rotina de cada cidadão. Podemos exemplificar esta terrível situação da previdência social que resulta de medidas erradas ao longo dos últimos 50 anos de governos. Não é uma herança do PT muito menos do atual governo. Mas 2017 marca um momento gravíssimo da vida nacional, quando vivemos uma gigantesca crise de ordem moral, onde as instituições da República estão contaminadas pela corrupção desenfreada, pelos desmandos, uma esbórnia total onde o cidadão perdeu a as referências e vê as mais altas autoridades dos três poderes envolvidas em todo tipo de escândalo, que generalizou-se nas entranhas e nas instâncias do executivo, do legislativo e do judiciário.

Como confiar no poder judiciário onde tem assento na mais alta corte, o STF, homens como Gilmar Mendes, Dias Tofolli e Alexandre do Moraes, que deixam suas togas penduradas e vão a jantares e encontros nas madrugadas de Brasília fazer proselitismo e defender interesses de partidos políticos como o PT, PMDB e PSDB? Como confiar numa Câmara Federal e num Senado onde seus respectivos presidentes estão denunciados como beneficiários de propinas da corrupção oriundas da “Operação Lava-Jato? Como confiar num governo que tem além do próprio Presidente da Republica, 9 dos ministros envolvidos na corrupção, na bandalheira que assola este país? O Brasil sangra de vergonha por causa da onda destruidora e avassaladora que surgiu com a “Lava-Jato”. São 415 políticos ligados a 26 partidos políticos dos 40 existentes, atolados, denunciados, envolvidos, processados, condenados pelo desvio de mais e R$ 10 Bilhões de Reais, segundo planilhas da Odebrecht ao longo desses últimos 20 anos que abrangem desde o governo tucano de FHC até os dias atuais, passando por Lula e Dilma.

Dessa cachorrada, dessa sujeira toda, não escapa ninguém. Até o antes imaculado, cheio de virgens vestais, constituído só de gente pura e santa, o hoje imundo PSDB tão imundo quanto PT e PMDB, não escapa ninguém. As cabeças coroadas de Geraldo Alckmin, José Serra, Aécio Neves e até Fernando Henrique Cardoso, rivalizam na podridão, no esgoto da corrupção fétida, no mesmo nível baixo de PT e PMDB. A República está nu no meio da rua, à luz do meio-dia, tendo os mais destacados expoentes da mais alta plumagem tucana, expostos à execração pública! Tão canalhas, tão corruptos e bandidos na mesma medida daqueles que há anos já vinham tendo suas entranhas expostas ao povo. Antes posando de santo, Geraldo Alckmin tem as mãos sujas de lama, a mesma lama que sujava as mãos de Lula, Dirceu, Palocci, Sarney, Jucá, Barbalho, Collor, Renan e outros ratos da mesma estirpe. São todos idênticos, irmãos siameses na roubalheira, na patifaria!

A República tem suas estruturas abaladas, arruinadas. Estamos vivendo dias difíceis principalmente para os mais pobres que acabam pagando como sempre a conta pelos erros e pelo mal feito praticado por esses verdadeiros gangsteres que destroem o patrimônio público. Ano passado tivemos em nossa cidade, grandiosas manifestações, todos vestidos de verde-amarelo, pedindo o impeachment da Dilma. Eram liderados por um desses tucanos de alta plumagem que usou as passeatas para enrolar o povo, para se eleger em cima de uma falácia. E agora a população aguarda quando vão começar as manifestações pedindo o fim da corrupção tucana igualmente, afinal denúncias sobre milionários desvios no Rodoanel, o escândalo da merenda, do “santo” deputado Capez e no metrô é que não faltam. A cidade aguarda que o “impoluto” MBL levante essa bandeira e convide aquele pavão deslumbrado para subir no picadeiro ambulante e levante o povão contra a corrupção! É o que se espera!

domingo, 2 de abril de 2017

PSDB sem ética...

PSDB já não é o que foi e não sabe o que o será

O PSDB vive uma crise existencial. Tornou-se o pior tipo de ético o tipo que não consegue enxergar a ética no espelho. Houve tempo em que o partido se vangloriava até de sua divisão interna. Cada arranca-rabo para a escolha de uma candidatura tucana era tratado como um marco civilizatório na vida política nacional. Dizia-se que uma disputa interna entre Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra só trazia vantagens, pois nenhuma outra legenda podia levar à vitrine contendores tão qualificados. Agora, o tucanato se esforça para medir não a qualificação dos seus pássaros, mas a quantidade de lama que cada um traz sobre a plumagem.

Até ontem, o PSDB apresentava-se como campeão da moralidade. E se atribuía o direito de denunciar os adversários como salteadores. Apanhados com a asa na arca da Odebrecht, os tucanos protegem-se alegando que caixa dois não é corrupção. Suprema ironia: na crise do mensalão, o tucanato achou que poderia sangrar Lula e varrer para baixo de sua hipocrisia a aliança do seu presidente Eduardo Azeredo, com Marcos Valério. Na era do petrolão, o ninho acha natural ecoar o lero-lero da verba “não-contabilizada” do tesoureiro petista Delúbio Soares. Mandou a credibilidade para o beleléu.

Nas pegadas da derrota apertada de Aécio Neves em 2014, o PSDB foi ao Tribunal Superior Eleitoral. Acusou a coligação adversária de prevalecer na base do abuso do poder político e, sobretudo, econômico. Pedia, então, a cassação da chapa Dilma-Temer e a posse da chapa Aécio-Aloysio Nunes, segunda colocada. O tempo passou. Sobreveio o impeachment. Tucanos viraram ministros. E o PSDB pede ao TSE que condene Dilma à inegibilidade, mas livre Temer da guilhotina. Sustenta que o dinheiro sujo que bancou a continuidade da madame não contaminou a reeleição do seu substituto constitucional.

Sem ética, sem credibilidade e sem nexo, o PSDB já não é o que foi ou imaginava ser. E ainda não sabe o que será. Deve doer em Aécio Neves, Alckmin e Serra a idéia de encenar o papel de políticos que fazem pose de limpinhos numa peça imunda. Meteram-se num enredo em que o personagem principal é a Odebrecht e cujo epílogo é uma candidatura presidencial do prefeito João Dória fazendo cara de nojo e alardeando na televisão que é um empresário e não um político.

O PSDB antes imaculado, cheio de virtudes peregrinas, só gente de bem, tornou-se um partido sem ética, sem nobreza de princípios. Aliou-se ao pior partido politico do Brasil, o PMDB, segundo Ciro Gomes, um “ajuntamento de bandidos”. O PSDB se perdeu no caminho da corrupção, tomou gosto pelo mal feito e perdeu sua identidade. Antes incorruptível, juntou-se a todo tipo de partido, tudo na ânsia desenfreada de chegar ao poder.
(Sob um texto de JOSIAS DE SOUZA, do site UOL de 02.4.17). 





quarta-feira, 29 de março de 2017

O poder dos blogs e sites...

Alguém duvida do poder dos blogs e sites políticos? 


O saudoso apresentador Chacrinha já dizia “Quem não se comunica, se trumbica”. E isso se aplica ao governo “Dilaflor” que esconde, sonega informações que são públicas para aqueles que criticam a administração municipal. Os tucanos nunca gostam de serem criticados, mas adoram criticar seus adversários e muitas vezes usando de baixaria, sordidez, ataques e ofensas imorais, acusações pessoais. O prefeito Dilador Borges nomeou o pecuarista Manuel Afonso Filho para secretário de Governo acumulando também a direção da área da comunicação social. Um enorme erro! Criador de gado, acostumado como todo fazendeiro rico a mandar e desmandar em sua propriedade, muitas vezes exagerando até na forma como se relaciona com seus “peões”, sem experiência e vocação para essa relevante área das relações sociais, o secretário vem usando sua “autoridade” para esconder informações solicitadas pelo site “Política e Mais”, por pura perseguição ao jornalista Sérgio Guzzi que fiscaliza de perto as atividades do prefeito e denuncia os erros, as mazelas. Liberdade de expressão, de opinião é algo que essa gente desconhece.

Dilador Borges errou ao jogar a responsabilidade da área das comunicações com a sociedade para alguém totalmente alheio ao assunto. E esse erro é maior quando todos sabem que ao lado do atual prefeito, há quase 10 anos trabalha uma grande jornalista, uma profissional de admirada expressão e competência, a dedicada jornalista Kelly Taiacolo. Não se compreende as razões que levaram o chefe do executivo a deixar de escanteio essa brilhante profissional e nomear uma pessoa completamente alheia e ignorante na área. Certamente, tivesse Kelly Taiacolo as rédeas, o comando da Secretaria de Comunicações, reduzida à nada pelo prefeito, muitos desencontros e problemas de informações seriam evitados, pois sendo uma profissional como é, saberia lidar e aparar as arestas que vão surgindo ao longo do tempo. Kelly Taiacolo tem jogo de cintura, credibilidade, paciência e sabe como ninguém respeitar seus pares, colegas de profissão e age com profissionalismo e respeito a todos.

Certas nomeações para cargos políticos acabam criando mais problemas que soluções. Uma cidade do tamanho de Araçatuba, apresenta problemas gigantescos e o prefeito espera que seus auxiliares diretos, seus assessores mais próximos contribuam com soluções até mesmo em respeito ao elevado salário que recebem. E justamente numa área que deveria manter uma ponte, uma ligação direta com a sociedade e esta ligação se faz através dos meios de comunicação rádio, TV, jornais impressos, as redes sociais, blogs, sites e outras plataformas da moderna linguagem universal, aí o prefeito peca ao nomear um “coronel”, um fazendeiro, criador de gado, muito respeitado em sua área, diga-se de passagem, mas desligado, alheio a este importante meio de informação, fonte permanente de atritos e desencontros, que deveria necessariamente ser preenchido por um profissional adequado e cremos que a jornalista Kelly Taiacolo reúne essas condições de competência e credibilidade, que em muito ajudariam o prefeito na solução dos problemas da administração.



Querer diminuir, ignorar, desprezar as redes sociais no serviço de informar a opinião pública é no mínimo uma estupidez, uma irracionalidade sem par! Alguém nos dias de hoje pode afirmar que o povo, a sociedade em geral usa as redes sociais para se informar, mais que jornais com CNPJ ou rádios e TVs?! É de uma burrice, uma estupidez, uma ignorância querer desprezar estas plataformas de comunicação. Quem derrubou o ex-secretário Ermenegildo Nava?! Quem derrubou a ex-secretária Marly Garcia?! Quem derrubou o ex-diretor Celso D’Alkmin?!!! Alguém ousa duvidar da força, do poder dos blogs, dos sites, das redes sociais?!!! Estes que hoje, transitoriamente ocupam cargos públicos ou políticos, DEVEM satisfações, devem obrigações ao povo! Devem ficar atentos que a sociedade hoje está vigilante “ad eternum” e cobra ações, cobra dos agentes políticos que trabalhem e prestem contas de seus deveres e obrigações. Desprezar isto é suicídio politico! É burrice!

domingo, 19 de março de 2017

O pai da transposição do S. Francisco!

Quem é o pai da transposição do Rio São Francisco?

Nem Lula, nem Dilma e nem Temer, o povo brasileiro é o responsável por esta grandiosa obra que consumiu bilhões em impostos deste povo.


O Brasil livrou-se da gestão Dilma Rousseff, mas não das bobagens que a ex-presidente teima em dizer. Em seu site, veio com todas as letras afirmar que "a integração do Rio São Francisco é obra de Lula e Dilma". O que, claro, só faz sentido na narrativas – eufemismo para “mentira” – contadas pelo petismo.


Qualquer pessoa que acompanha a história do Brasil sabe que obras de tamanha magnitude, pelo impacto ambiental, e mesmo pelos custos, chegam a consumir décadas até que encontrem uma conclusão. A transposição do São Francisco foi ainda pior, chegou a atravessar séculos.


As primeiras discussões datam de 1847, no Brasil Império, quando Dom Pedro II ainda reinava por aqui. E foram retomadas nos anos finais da ditadura Vargas. Contudo, o primeiro projeto só chegou ao papel no governo Figueiredo, o último da ditadura militar.


Desde então, vários presidentes dariam sua contribuição ao trabalho. Itamar Franco enviou o decreto ao Senado e iniciou os estudos que viabilizariam a obra, FHC caminhou com a burocracia necessária e criou os comitês que, com participação popular, descentralizaram a gestão dos recursos hídricos.


Lula deu um grande passo na briga com as licenças ambientais do Ibama, ainda que caibam justas questões sobre a dura atuação do ex-presidente contra o órgão. Tudo isso tornou possível ao exército iniciar a obra em 2007, com planos para conclusão cinco anos depois. Mas, em 2013, só a parte que cabia ao exército havia sido entregue.


Há que se considerar ainda que a obra demorou quase dez anos, nesta primeira fase agora inaugurada e o custo elevou-se aos céus Quase R$ 10 Bilhões! Claro, como tudo no Brasil tem uma boa dose de corrupção, superfaturamento, assim não terminaria nunca.


Ou seja… O governo Dilma de fato trabalhou no projeto, mas o atrasou ao ponto de caber a Michel Temer, em 2017, já como presidente, inaugurar o eixo Leste da transposição. Agora todo mundo quer ser o pai da criança, dono da obra. De olho em 2018, Lula esteve neste domingo ao lado da Dilma para “reinaugurar” a obra e fazer comício.


Mas a transposição do São Francisco não é de Temer, de Dilma, de Lula, de FHC, de Itamar, de Figueiredo, de Vargas ou de Dom Pedro. É do povo brasileiro, que com tanto suor bancou mais essa estrutura. (Sobre um texto do site Implicante de 14..17).


domingo, 5 de março de 2017

Temer cairá?

O presidente Michel Temer cairá? 


Não cremos. Acompanhando a cena política brasileira como acompanhamos, conhecendo nossas leis como conhecemos, podemos afirmar que dificilmente o presidente Michel Temer deixe o poder antes do término de seu mandato. E a razão é muito simples a lentidão e passividade do judiciário, a infinidade de inúmeros recursos, apontam na direção de que mesmo que o TSE – Tribunal Superior Eleitoral venha cassar a chapa Dilma/Temer, os prazos, os recursos vão favorecer o presidente. Supondo que o ministro Hermann Benjamin, do TSE que se aposenta em outubro e corre contra o tempo para apresentar seu relatório, sendo aprovado, o presidente Temer deverá recorrer no próprio TSE que vai demorar aí uns meses para julgar este recurso. E Temer continuará no cargo. Caso seja mantido o voto de Hermann Benjamin, Temer ainda pode recorrer ao STF – Supremo Tribunal Federal. Aí, já vimos como as coisas funcionam. Até o Pleno do STF julgar em definitivo, transitar em julgado, vão se passar meses e aí já estaremos em plena campanha eleitoral de 2018, não se fazendo mais sentido prático de se afastar o presidente, realizar nova eleição para algum oportunista cumprir os poucos meses que restarão do atual mandato. Espera-se um tom de bom senso dos ministros do TSE e do STF.


Supondo hipoteticamente que Temer seja afastado ainda em 2017, o que entendemos muito improvável. Aí deve acontecer uma nova eleição de forma indireta para que o eventual eleito cumpra apenas os meses restantes do atual mandato que tem por fim o dia 31 de dezembro de 2018. A Constituição Federal, como não poderia ser diferente, é claramente omissa sobre a forma como esta eleição ocorreria. O artigo 81, § lº. Esclarece que “ocorrendo a vacância nos últimos dois anos (2017-2018) do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei”. Ora, a Carta Magna não explicita quem seriam os candidatos, se partidos poderiam indicar postulantes ou se apenas os congressistas atuantes, deputados ou senadores poderiam candidatar-se. Fatalmente essas omissões gerariam inúmeros questionamentos por parte de partidos junto ao TSE e ao STF o que acarretariam mais atrasos ainda. Tudo isso geraria uma grande instabilidade político-institucional e administrativa, jogando o país num caos sem precedentes.


Por esta razão defendemos a permanência do atual governo, mesmo com todos os defeitos, falhas e erros que possam ocorrer, o que é normal neste país onde a corrupção e a bandalheira estão institucionalizados. Afastar Temer agora geraria inúmeros transtornos, uma enorme crise política, um desarranjo na administração pública e uma gigantesca desconfiança perante a comunidade internacional. Temer herdou um caos completo deixado por Lula e Dilma. Herdou um deficit orçamentário de quase R$ 300 Bilhões de Reais. O PT destruiu a economia, acabou com o Plano Real. O PT de Lula e Dilma é responsável por essa imensa crise financeira. Os ladrões e corruptos do PT aliados a PMDB e até ao PSDB levaram o país a este buraco sem fundo. Querer cobrar de Michel Temer a solução de gravíssimos problemas em apenas poucos meses, é de uma irresponsabilidade sem par.



sábado, 25 de fevereiro de 2017

Quando se elege um calhorda!

Quando se elege um calhorda!

Aos poucos a máscara vai caindo...


Entre os vereadores eleitos à Câmara de Araçatuba, estupidamente, imbecilmente, alguns eleitores escolheram um candidato que no período eleitoral se apresentava, vendia uma imagem de patriota, desfilava sobre um picadeiro móvel bradando palavras de ordem com críticas aos vereadores da legislatura passada xingando-os de “cambada”, “corja” Dizia entre outros xingamentos, que o eleitor “não devia reeleger nenhum dos vereadores” e que ele era a salvação, que “iria tirar a lona do circo...” entre outras críticas. Esse então candidato usou, aproveitou as manifestações pelo “impeachment” da presidente Dilma para “vender” suas aleivosias e diatribes contra o prefeito e os vereadores. Enganou os participantes das tais manifestações. Em momento algum durante a campanha eleitoral esse candidato mencionou que era contador das empresas do então candidato Dilador Borges, de seu partido, o PSDB, sabe, esse partido que só tem gente pura, santa, todos cheios de virtudes peregrinas, vestais intocáveis. Escondeu do eleitor que tinha esses compromissos profissionais, o que, de certa forma o tornaria impedido de votar temas de interesse do prefeito, ou seja, passou a existir uma relação pecaminosa, incestuosa, incompatível para homens públicos com boas intenções.


Desde sua primeira ida ao plenário da câmara, esse sujeito asqueroso, esse ser desprezível, foi literalmente hostilizado pelos vereadores que ontem ele criticava, desmoralizava. Hoje diz “ser amigo de todos”. O vereador Arlindo Araújo, se recusou a cumprimentar, pegar na mão desse ser que se sente o mais puro, o mais honesto! Mais honesto que Lula! Foi ridicularizado, alvo de deboches de todos. Depois tentou criar uma bancada de “vereadores de bem”, constituído por “pessoas de bem, idôneos, de conduta ilibada”. Tentou arregimentar para esse grupo, os vereadores Lucas Zanata, Dr. Alceu e o Dr. Salatino. Naufragou nesse intento, pois o que se sabe hoje, os vereadores correm léguas de distância desse que se acha o mais santo, o mais puro dos homens. Aguarda ansiosamente sua beatificação na Madre Igreja! Hoje é desprezado pela maioria dos vereadores que estão com ele pelo pescoço.


É uma figura presunçosa, ridícula, oportunista. Copia ideias das propostas de seus pares para depois apadrinhar-se do projeto. Egocêntrico, se apresenta como um “Luiz XIV” tupiniquim, não gostando de ser criticado, julgado pela imprensa ou por aqueles que pensam diferentemente desse ser despótico. Tal qual um pavão deslumbrado, frequenta uma igreja, gosta de postar fotos do fanfarrão no altar, aparecendo mais que o padre. Faz churrasco apenas para amigos ricos e posta na internet bem como adora mostrar seu “corpinho” de um “quase-Gianechinni” nas praias por aí. Quando criticado, fica irado, solta impropérios, palavras de baixo-calão, palavras ofensivas, agressivas e, na maioria das vezes exclui e bloqueia aqueles que o criticam. Só gosta de ser bajulado, paparicado por um sem-número de gente desprovida do mínimo bom senso e visão daquilo que é correto. Ele tem um numeroso séquito desses lambe-botas de plantão.


O sujeito é advogado com carteirinha da OAB mas parece desconhecer o mínimo sobre liberdade de expressão, de ideias. Como todo déspota, ditador, recorre ao judiciário tentando esconder suas mazelas, para mostrar-se como uma figura intocável, irretocável. Quer usar o judiciário para pressionar, coagir, intimidar, passar medo, fazendo até apologia ao seu fiel assessor, como alguém que “maneja muito bem as armas brancas”. Em 2010, o ex-prefeito Cido Sério (PT), moveu Ação de Danos Morais contra o ilustre e brilhante advogado de verdade, o Dr. Lindemberg Gonçalves. O prefeito se achou ofendido por críticas feitas por um cidadão. Entre as boas citações e referências na sentença do ilustre juiz do caso, destacamos “consoante elucida Darcy Arruda MIRANDA - ‘não é de se esquecer que ninguém está sujeito à crítica do que o homem público, e muitas vezes dele se poderá dizer coisas desagradáveis, sem incidir em crime contra a honra, coisas que não poderão ser ditas do cidadão comum sem contumélia’ - (Comentários à Lei de Imprensa, Tomo II, 2ª. Ed. p. 487). Esse vereadorzinho quer impedir a crítica, quer silenciar a imprensa e jornalistas independentes. Pobre coitado! É vereador de um só mandato! Acha que vai levar 4 anos de mandato brigando com aqueles que o criticam? !