domingo, 22 de janeiro de 2017

As estranhas nomeações de Dilador!

As estranhas nomeações de Dilador Borges!

Esse escândalo da nomeação de Marly Garcia aguarda um pronunciamento oficial do prefeito de Araçatuba, Dilador Borges. 

Nada contra o prefeito Dilador Borges (PSDB) nomear em cargos de confiança as pessoas que ele enxerga assim. Se o maluco do imperador Calígula, nomeou seu cavalo Incitatus como senador do império romano, o alcaide araçatubense igualmente pode nomear os seus também. Apenas enfatizar que o hoje prefeito de Araçatuba e sua vice, pregavam durante a campanha, que iriam respeitar o dinheiro público e cortar despesas desnecessárias. Dilador Borges quando perguntado sobre as adesões desse mundo de partidinhos nanicos, esses partidos de uma só pessoa, dizia sempre que não tinha compromisso com ninguém. Dizia que não havia feito nenhum tipo de acordo envolvendo cargos e outros interesses na administração pública. Contudo, não é bem assim que as atitudes e algumas nomeações feitas mostram. A realidade do pós-posse é bem diferente e mostra que Dilador faz exatamente o contrário daquilo de prometeu. Logo de cara, demitiu 91 comissionados deixados por Cido Sério e, em uma semana nomeou os seus. Dilador disse em várias ocasiões que iria estudar o problema dos comissionados, que iria cortar pela metade e as nomeações seriam criteriosas, estudando caso a caso.


As nomeações de algumas pessoas chamam atenção em virtude da estranheza e da falta de bom senso e critério. Aliás, critério Dilador usou bastante, o político, com nomeações um tanto esquisitas e incompreensíveis. Vamos analisar algumas. João Moreira, é topógrafo de profissão, pastor evangélico por vocação e graças ao seu rebanho religioso, conseguiu sempre garantir um emprego na administração municipal. Foi nomeado agora para “Diretor do Departamento de Apoio ao Agro-Negócio” da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Qual seria a experiência desse cidadão nesta área tão técnica, tão complexa? Talvez João Moreira crie algumas galinhas no fundo do quintal, produza ovos e plante algumas ramas de mandioca e milho. Como pastor, passou toda a vida lendo a bíblia, adquirindo assim elevado conhecimento sobre o tema. Certamente Dilador levou isso em conta.


E Dilador Borges dizia na campanha que não tinha compromisso de cargos com nenhum partido, com ninguém. É, faz sentido.

Josué Galdino, assim como João Moreira, é pastor evangélico, e naturalmente sabe manusear seu rebanho pessoal para manter-se pendurado num cargo na prefeitura de Araçatuba, sem muito critério ideológico. Tanto um quanto o outro, ao verem a canoa petista de Cido Sério afundar, pularam fora e correram para o ninho tucano. Foi nomeado “Assessor Executivo"  da Secretaria de Participação Cidadã. Mas como?! Dilador anunciou que iria extinguir essa secretaria inútil, criada apenas para agasalhar numa têta, Cidinha Lacerda e seus apaniguados! Se Dilador nem nomeou secretário para esta pasta, como explicar a nomeação de Josué Galdino?! E o ex-prefeito de Nova Luzitânia, Germiro Ferreira Lima, nomeado como “Assessor de Ação Regional do Gabinete do Prefeito”. Aliás, temos que reconhecer que essa gente é pródiga, brilhante em criar títulos pomposos para esses cargos inúteis, usados para agradar e presentear os apaniguados políticos. Será que esse ex-prefeito de Nova Lusitânia tem assim, digamos grande experiência, contatos importantes na região que venham ser interessantes para o progresso de Araçatuba?


Qual a importância de Nova Luzitânia para o contexto regional? Uma cidadezinha com meia dúzia de ruas, sem nenhum destaque político regional. Mas, Germiro Ferreira Lima tem costas largas, padrinho forte, o atual prefeito Laerte Rocha, bastante ligado a Dilador Borges, e que não deixaria seu amigo Germiro ao relento, ao frio. Enviou-o para Araçatuba. Será que esse Germiro sabe onde fica Vicentinópolis?! Agora, a nomeação mais esdrúxula, mas estranha é da profª. Marly Garcia, filiada ao PV, foi candidata a vereadora e não se elegeu. Foi premiada com a Secretaria da Cultura, onde, quando era diretora de Cultura no governo de Maluly Neto, foi responsabilizada pelo “sumiço” de 8 (oito) aparelhos de ar condicionado. Condenada em 2014 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a pagar cerca de R$ 19.345,00 para ressarcir os cofres municipais! Dilador a nomeou e ninguém no Partido Verde, na prefeitura ou entre os tucanos de alta plumagem dizem nada. Certamente envergonhados esperam que ela, como Nava peça demissão. Haja constrangimentos. Uma pessoa que desviou, sumiu com bens públicos, ganha uma secretaria! Começou mal o governo tucano.   
 

sábado, 14 de janeiro de 2017

Depois do Pepino...

...Nava, o breve

Depois de intensa atuação na campanha tucana, Ermenegildo Nava não durou nem duas semanas no cargo. Foi breve sua estadia na administração. 

Em um reino distante, lá por volta de 751 d.C. existiu um rei, no reino dos Francos, da Dinastia Carolíngia, chamava-se Pepino III, o “Breve”. Notabilizou-se por ser filho de Carlos Martel, o “prefeito do palácio” e ser pai do grande Carlos Magno que, em 800 d.C. criaria o Sacro Império Romano-Germânico. Esse “breve” como apelido desse rei, tem pouca explicação. Nada a ver com o tempo. Os historiadores se divergem sobre isso. Há controvérsias. Há duas correntes. Uma indica que Pepino, o “Breve”, era muito baixo para os padrões físicos exigidos para um rei à época. Outros defendem a hipótese de que se debatia com o grande problema da ejaculação precoce. Eram as conversas reservadas na corte. Bem, deixemos esse Pepino e vamos discutir sobre o nosso momento político, turbulento que tivemos esta semana. Araçatuba acaba de conhecer Nava, o “breve”. Para alguns, “brevíssimo”. Nomeado pelo prefeito Dilador Borges, logo após a posse, Ermenegildo Nava, nem teve tempo de esquentar a cadeira do tão sonhado e ambicionado cargo de Secretário Municipal dos Negócios Jurídicos. Foi defenestrado do cargo depois de meros 13 dias, ou 9 dias, segundo sua própria versão. Isso somou-se pouco mais de 200 horas, mas cuja maior parte do tempo teve que explicar-se sobre estranhas nomeações de parentes e agregados na administração municipal.


Ermenegildo Nava, ex-promotor de justiça, ex-cartorário, ex-vereador, com uma larga carreira jurídica, pavimentou a estrada política que o levaria a este cargo, pensando nos detalhes mínimos para conseguir a realização desse ambicioso sonho. No início de 2016, já anunciava que não tentaria a reeleição para a câmara, mas que estava à disposição de Dilador Borges, para assessorá-lo e ao seu grupo político sobre assuntos jurídicos durante a campanha eleitoral que se aproximava e que trabalharia de graça. Nava repetiu essa frase inúmeras vezes. Demonstrava uma total segurança e convicção na vitória tucana, como e fato se consumou. Eleito, Dilador Borges não teve alternativa e nomeou Nava no sonhado cargo. Mas mal nasceu o sol na tão esperada semana dos tucanos reinando sobre Araçatuba, explodiu as primeiras denúncias sobre as nomeações de uma irmã e nora de Nava. Em seguida, nomeações de pessoas ligadas ao seu escritório.


Nava, o “breve”, no início socorreu-se de pareceres forjados às pressas por pessoas inexperientes e sob sua autoridade. Defendeu-se alegando não ser nepotismo e que tais nomeações ele não havia pedido e nem tinha conhecimento, jogando sobre seu filho essa responsabilidade. Era tarde demais. Depois apareceram as doações feitas por Nava para os cofres da campanha tucana. Inicialmente, assustado, pressionado principalmente através das redes sociais, Dilador contemporizou, atenuou o problema. A vice-prefeita Edna Flor, que a vida toda defendeu a ética, a moralidade pública, decência no trato da coisa pública, se viu cercada por questionamentos e teve que dar um veredicto fatal. Alguns vereadores da bancada situacionista defenderam a saída de Nava e a demissão dos nomeados. Dilador fechou os ouvidos, preferiu sangrar o episódio, esperando que a situação se acalmasse. Não adiantou. A pressão aumentou, a fervura cresceu e no final do expediente desta 6ª. Feira. Nava foi “aconselhado” a pedir exoneração.


Setores políticos acusam o prefeito de ser omisso, fechar os olhos à gravidade da situação. Para um partido e um candidato que há 10 anos prega o respeito ao dinheiro público, um partido cheio de vestais, gente proba, honesta, de bem, de conduta ilibada, todos cheios de virtudes peregrinas, este episódio não se esgota com a saída tão “breve” de Nava. Existem outras nomeações no mínimo estranhas, comprometedoras. Grupos de pessoas e advogados estudam caso a caso. Dilador Borges ter que enfrentar logo de início uma Ação por Improbidade, pode inviabilizar o governo de forma breve também. Cido Sério (PT), ex-prefeito, penou, padeceu durante seus 8 anos de mandato respondendo a inúmeros questionamentos jurídicos, que, se tivessem o mínimo de bom senso, racionalidade, seriam evitados. A “brevíssima” passagem de Nava pelo governo, é um sinal de que a sociedade está atenta, está cansada de pagar tributos e mais tributos para manter esta casta de gente que se acha intocável, manter esta estrutura imoral, nesse relacionamento incestuoso entre a administração pública e partidos e grupos políticos.  



domingo, 8 de janeiro de 2017

Shakeaspere - "Há algo de podre no reino de Araçatuba!"

Nomeações e nepotismo marcam inicio do governo Dilador!
Nepotismo, compadrio e fisiologismo marcam inicio de um governo que pregava o respeito ao dinheiro público. (Foto: Folha da Região). 

Mal iniciou, o governo Dilador Borges (PSDB), foi sacudido por uma grave crise institucional provocada por nomeações, no mínimo suspeitas, questionáveis que vão da simples falta de bom senso, improbidade administrativa até falta de ética, moralidade pública e desrespeito ao dinheiro público. É preciso que se reconheça, que o novo gestor tem o poder discricionário de nomear por livre vontade quem ele quiser, quem ele assim o desejar. Contudo, em se tratando da figura de Dilador Borges, a situação ganha contornos gigantescos posto que ele sempre pautou sua vida pessoal, empresarial e política, pela boa conduta ética, na defesa da moralidade, da honradez e decência no trato com a “res publica” . De sua vice, não há reparos a fazer. Até os gatos e cachorros aí pelas ruas, respeitam e admiram Edna Flor por sua impecável vida pública, sua conduta ética e sua luta na defesa da moralidade e da honradez. Daí a celeuma, a enorme polêmica que se estabeleceu ao Dilador Borges assinar e concordar com algumas nomeações duvidosas, estranhas, equivocadas. O PSDB um partido de "anjos e santos", passou a vida toda criticando, atacando o arqui-rival PT, justamente pela forma imoral, suja e controversa como sempre agiu na administração e nas nomeações de comissionados. Agora, o PSDB caminha na mesma direção, em tais práticas condenáveis.


Ao nomear uma irmã (Aparecida Nava) e uma nora (Marise Storti Rodrigues Nava), do ex-vereador Ermenegildo Nava, o prefeito Dilador Borges errou, cometeu o mesmo equívoco das administrações petistas que tanto combateu, feriu de morte sua índole, sua vocação tão decantada e pregada durante a campanha eleitoral de que respeitaria o dinheiro público. Na verdade, tal gesto, veio apenas corroborar aquilo que era esperado. Ermenegildo Nava, do alto de sua arrogância desmedida, sua prepotência etérea, sua ambição pelo poder, não enganou ninguém! Desde o início da campanha política de 2016, ele bradava com destemida coragem que “não iria ser candidato à reeleição” e que ele e seu escritório de advocacia, “iria trabalhar, assessorar o Dilador e a campanha, DE GRAÇA”. Como em política não existe almoço grátis, Ermenegildo Nava, convenhamos, não enganou ninguém. Mirou no cargo de Secretário Municipal dos Negócios Jurídicos e fez disso, sua meta pessoal. Não deu outra!


Eleito, Dilador se viu constrangido, premido em nomear Nava em retribuição aos “relevantes serviços” prestados DE GRAÇA durante a campanha. Nos bastidores políticos, havia uma expectativa que Nava iria “meter os pés pelas mãos”, criando algum tipo de embaraço, constrangimento para o prefeito, em torno de uns seis meses! Ledo engano. Na primeiríssima hora, Nava atabalhoado, sensível como um macaco solto numa loja de louças, espalha pedras pelos caminhos do novo e inexperiente alcaide, que não enxerga o abismo à sua frente e vesgo, caolho, picado pela mosca azul, se acha “mais realista que o rei”, começa sua desastrada administração assinando nomeações estranhas, questionáveis, segundo a própria Edna Flor explicitou. Com 200 mil habitantes, foi preciso ir buscar na corrutela Nova Luzitânia, um gaiato para trabalhar na administração de Araçatuba. Afinal, quais as qualidades e aptidões desse cidadão? É formado na NASA, em Havard?!


E a sra. Liege Tada Batagim dos Santos, nomeada para o cargo importantíssimo de Diretora do Depto. de Urgência e Emergência”, que pelo nome em si, indica dedicação exclusiva e há relatos que essa pessoa tem uma criança de menos de seis meses, parece residir no Jardim Tókio em Pereira Barreto. Essa Liege Tada tem uma empresa (CNPJ 21.333.114/0001-23) em Suzanápolis e presta serviço de assessoria para prefeituras, enfermeiros, etc. Em que momento, ela morando em P. Barreto e com uma empresa em Suzanápolis, estará presente em Araçatuba, nas Urgências e Emergências ? Nava e Dilador precisam explicar essa mágica! É necessário o prefeito Dilador Borges ir buscar essas pessoas em Pereira Barreto, Porto Epitácio, Nova Luzitânia? Será que na cidade não existem pessoas capazes? O Dr. Ermenegildo Nava, zeloso defensor da moralidade pública, como promotor de justiça e vereador que foi, mudou de posição. Antes, até Ação Civil Pública ele moveu contra o ex-prefeito Maluly Neto por nepotismo. Foi um intransigente fiscal da lei no governo Cido Sério. O quê mudou? Antes Nava esbravejava no plenário da câmara contra os desmandos e abusos e violações à lei feitos pelos petistas. Agora pode?! Cadê a ética, a moralidade, decência e honradez no trato da coisa pública?! Cadê a vice-prefeita Edna Flor sempre defendendo os primados da ética?!


À mulher de César não basta ser honesta. Tem que parecer honesta” - lá pelos idos do ano 62 a.C. bradou Caio Júlio César, o grande general romano, enfurecido no tribunal diante da acusação que sua esposa havia organizado uma bacanal em sua casa. O grande senador romano, o tribuno Marcus Tullius Cícero, no senado cobraria de César uma tomada de posição. Será que na nossa câmara, o nosso “senado”, tem algum “Cícero”, com coragem para peitar Nava e o prefeito?! Cadê a bancada dos “idôneos, gente de bem, de conduta ilibada”. Não criaram uma bancada assim, dos puros, santos e perfeitos?! Tem até um quase-beato! O Dr. Nava, com um ar de cinismo que lhe é peculiar se defende alegando ser tudo legal. Mas é moral?! É ético?! O MBL de Araçatuba que é constituído também só por gente cheia de “virtudes peregrinas”, ameaça ir à justiça questionar tais nomeações. O PTdoB, um desses partidinhos nanicos aí, também quer ir à justiça. E o prefeito eleito sob a bandeira da moralidade, do respeito ao dinheiro público, vai manter essa situação?! No fundo, só mudam os cachorros, a coleira é a mesma! É uma vergonha, uma imoralidade, uma indecência, uma excrescência esse início de governo tucano, tão esperado pela população, que mostra não ser lá muito diferente dos petistas. 



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Traições marcam eleição da Mesa dos Vereadores

Traições marcam eleição da Mesa Diretora da Câmara de Araçatuba

A eleição da Mesa da Câmara foi marcada por várias punhaladas nas costas de parceiros.

Quando pensamos que os eleitores aprenderam votar, escolher os melhores candidatos, os mais honrados, decentes, honestos, eis que acabamos por descobrir que a situação ficou pior que antes. A eleição da Mesa Diretora da Câmara de Araçatuba, foi um desfilar de traições, engôdos, mentiras, falsidades e hipocrisias e falta de se cumprir a palavra empenhada. O vereador recém-eleito pelo PMDB, o Dr. Flávio Salatino, protagonizou uma das mais perversas traições ao seu grupo político, ao deixar de votar na candidata Tieza, escolhida por seus pares. Ao proferir seu voto traiçoeiro, Salatino disse: “...voto com o grupo...” Mas a quê “grupo” ele se referia?! Todo mundo está careca de saber que o Dr. Salatino se elegeu arrastado pelos mais de 8 mil votos de Cido Saraiva e da coligação que ele participou. Está claro agora que Salatino deve ter se filiado ao PMDB intencionalmente por saber de antemão que suas chances de eleição seriam grandes graças ao desempenho eleitoral de Cido Saraiva. Mas no fundo, Salatino já tramava trair tanto que na noite da vitória de Dilador Borges, ele compareceu à residência deste, a fim de cumprimentá-lo, algo estranho para alguém que fez parte da coligação que apoiou o candidato adversário do tucano. Ainda faltando dez minutos antes da eleição da Mesa, o Dr. Flávio Salatino havia empenhado sua palavra com seus pares de que votaria de acordo com o entendimento fechado, ou seja, todos os vereadores que apoiaram Luis Fernando da Lomy, votariam em Tieza. Mas, apunhalando seus parceiros pelas costas, Dr. Salatino com cinismo, desfaçatez e falta de hombridade, não honrou sua palavra.

O Dr. Flávio Salatino protagonizou um vergonhoso gesto ao trair seu grupo político.

E o quê dizer da vereadora Beatriz Nogueira (Rede) e do Papinha (PSB)? Esses dois tiveram a cara de pau de votarem no vereador Almir Fernandes, esse sujeito que passou 8 anos atacando os vereadores que davam sustentação ao ex-prefeito Cido Serio (PT), chamando-os de “cambada”, que viria para a câmara “tirar a lona de cima...” Ou seja, esse vereador com ar de pureza, um quase beato, chamava os vereadores de palhaços e agora, ele também aliou-se à “cambada” votou em Papinha para presidente e foi ungido com toda sua “santidade” como vice-presidente do legislativo. O quê mudou?! Quem mudou?! Até ontem, esse sujeito pregava que nenhum vereador deveria ser reeleito, que nenhum era digno de voltar à câmara, e agora?! De repente, Papinha virou santo?! No ano passado, a vereadora Beatriz afirmou que o “atendimento nas UBSs eram melhor que o da UNIMED”. Aí virou alvo de deboche, da chacota por parte desse quase-beato Almir, que postou um vídeo e zoava, debochava da ilustre vereadora. Quem mudou?! Por quê mudou?! Faz sentido e tem razão o vereador Arlindo em não pegar na mão desse fanfarrão messiânico e desprezá-lo. Arlindo Araújo tem caráter, tem honra, não é à toa que está em seu sétimo mandato, não muda suas convicções, não vende sua índole, não trai seus parceiros. Sempre pautou sua conduta pela ética, pela decência. O mesmo não se pode afirmar de outros.



O Dr. Flávio Salatino começou mal sua vida política. Entrou pela porta dos fundos. Quem trai uma vez trai outras. Foi um gesto vergonhoso, desonrado, mesquinho e vergonhoso. Falar de honra nesse ambiente fétido, pútrido?! Trouxeram demagogicamente o bispo católico e o pastor evangélico para abençoar um verdadeiro ninho de cobras, um antro de traidores falsos. Pura demagogia, puro cinismo, falsidade da melhor espécie! Honra teve Cido Saraiva em 2014 quando tinha apalavrado votar em Papinha para presidente, mesmo quando a maioria votava nele próprio. Honra teve Tieza quando deixou de eleger-se presidente com os votos da agora oposição pois havia empenhado sua palavra que votaria em Papinha agora. Esses falsos moralistas, esses fariseus modernos precisam se espelharem em Arlindo Araújo, em Cido Saraiva e em Tieza. Precisam comportar-se como homens honrados para serem respeitados e admirados por seus pares e pela comunidade. Não é traindo, não é pisando em acordos feitos que se constroe uma bela história de vida política. Um ex-senador potiguar, Djalma Marinho, afirmou certa vez: “… Ao rei tudo, menos a honra”. Alguns vereadores de Araçatuba precisam repensar a forma de agir, de falar, de se comportar. A sociedade não perdoa os falsos, os traidores. No mínimo, o PMDB deve expulsar Salatino por infidelidade partidária. Vão continuar confiando nele?




sábado, 24 de dezembro de 2016

O legado de Cido Sério -

O legado que Cido Sério deixa à cidade


Admirado e cortejado por alguns, detestado por outros, o prefeito Cido Sério (PT) se prepara para entregar as rédeas da cidade ao seu maior adversário político, a quem derrotou por duas vezes. Ao fim de seus oito anos de mandato, é possível traçar um paralelo daquilo que podemos chamar de legado que o prefeito deixa aos seus concidadãos. Há setores da sociedade que o consideram como o “pior prefeito da história de Araçatuba”. Não deixa de ser um exagero, um abuso por parte de seus críticos, até porque é difícil comparar as administrações passadas com as atuais. Cada gestor, a seu modo fez aquilo que foi possível no momento. Quanto a Cido Sério, sempre fizemos oposição ao seu governo, por razões programáticas, ideológicas, políticas, mas não nos colocamos entre aqueles que o acusam de ter sido de todo ruim, pelo contrário, apesar das diferenças que sempre tivemos, é preciso ter uma visão humanista e lógica reconhecendo os valores, os erros e acertos daqueles que um dia se propuseram gerir os destinos de uma cidade imensa com tantos problemas e dificuldades. Com Cido Sério não foi diferente. É preciso reconhecer que ele errou, cometeu deslizes, cometeu erros, mas é imperativo reconhecer que de forma geral, ele deixa um legado digno de respeito e certamente a história lhe fará justiça. Não se avalia um administrador apenas pelos buracos existentes no asfalto. Daquilo que podemos indicar como acertos, pode-se destacar o seguinte: O governo Cido Sério reformou e ampliou inúmeras escolas municipais dotando-as de instalações modernas, laboratórios de informática, etc. Proporcionou às crianças uniformes escolares, material de uso corrente incluindo as mochilas, criou um plano de carreira para os professores, dando-lhes uma grande valorização. No governo Cido Sério, geriram a educação, dois grandes profissionais - os hoje vereadores, Cláudio Henrique e Beatriz Nogueira.

Na saúde, em que pese ser a espinha no pé do prefeito, houve grandes avanços e retrocessos. Construiu-se novas unidades básicas de saúde, postos de saúde em vários bairros. É bem verdade que algumas dessas unidades não foram sequer inauguradas. A gestão da saúde do município foi um dos erros do prefeito que não acertou na escolha dos secretários. Foi um constante foco de reclamações e polêmicas que desaguaram inclusive no lamentável episódio do fechamento do Hospital da Mulher. Na estrutura urbana houve muitos avanços e melhorias. Milhares quilômetros de ruas foram pavimentadas, recapeadas. É bem verdade que uma cidade do porte de Araçatuba, com um trânsito intenso e avantajado, as demandas são enormes. Há muitas ruas por pavimentar, mas é preciso reconhecer que muito foi feito. Há que se destacar a solução permanente do antigo problema de alagamento e inundação das rotatórias das avenidas Pompeu com Brasília e Pompeu com Baguaçú, que antes causavam enormes transtornos aos motoristas. A revitalização da Av. Pompeu de Toledo, o aumento do leito do córrego que passa nesta bela avenida, também é digno de nota pois resolveu de pronto um antigo e grave problema. Esta avenida tornou-se um cartão-postal da cidade, ponto de encontro e lazer de grande parte da população que ali vai fazer caminhadas. Um dos grandes feitos da administração Cido Sério, que será lembrado pela história, foi a implosão do antigo Hospital Modelo. Cido Sério, depois de 50 anos, teve a coragem política de resolver um problema que se arrastou por anos e que vários prefeitos sucumbiram na tentativa.

Em termos de desenvolvimento econômico e na geração de empregos, o governo Cido Sério teve grande participação. Grandes grupos empresariais se instalaram na cidade e pode-se destacar, o Grupo Mufatto, Rigesa Industrial, Amigão, Tonin, Lojas Havan entre outros que geraram centenas de novos empregos. Grandes lançamentos na área da construção civil, novos condomínios com Alfaville, Dhama, Barcelona, etc. Novos empreendimentos, concessionárias de automóveis, novos bancos de instalaram na praça de Araçatuba e outros ampliaram agências e abriram novas em bairros, demonstrando a pujança do comércio, serviços e indústria. Cido Sério, dentro do programa “Minha Casa Minha Vida”, construiu mais de 7 mil unidades habitacionais, centenas de apartamentos, oferecendo uma moradia digna aos trabalhadores. Nessa sequência, dezenas de novos bairros surgiram na cidade. Novas grandes avenidas foram abertas. Tudo isso gerou mais empregos, mais renda. Cido Sério buscou valorizar o servidor público criando o “Vale-alimentação” e valorizando carreiras. Por último criou a lei de complementação da aposentadoria. A grande obra que vai marcar a administração de Cido Sério, é sem dúvida, o “Atende Facil”, onde ele recuperou um antigo terreno no rico centro da cidade, antes abandonado, enfeiando a região. Ali reuniu-se mais de 600 tipos de serviços prestados pela municipalidade, aliando rapidez no atendimento, eficiência e facilidade.

Entre os méritos dos quais Cido Sério pode orgulhar-se para sempre, está a criação do curso de medicina em Araçatuba, hoje uma realidade. Não resta dúvidas que o prefeito empenhou-se de corpo alma nessa antiga luta. Novas creches foram criadas, os CRAS, diversos serviços de atendimento às pessoas necessitadas. Apesar da eterna polêmica que se estabeleceu, o prefeito que está saindo acertou em sua decisão de fazer a concessão do antigo DAEA, que estava falido, um antro de cabide de emprego de apaniguados e apadrinhados. O DAEA estava esgotado e não teria como dar suporte ao serviço de água e esgoto diante da crescente demanda que a cidade em franco crescimento apresentava. Possíveis erros no formato como a concessão ocorreu, não tira o brilho do ato. Hoje a SAMAR, em que pese as críticas, faz um excelente serviço, recuperando toda a antiga rede de tubulações velhas e vulneráveis. Em relação aos erros praticados pelo prefeito, pode-se destacar vários – nomear secretários petistas de outras cidades, totalmente alheios à realidade da urbe; cercar-se de pessoas envolvidas em atos ilícitos, respondendo a processos e acusadas de delitos graves. Cido Sério foi extremamente infeliz no episódio que ficou conhecido como “Lixão da Água Limpa”. Fechou os olhos a um grave problema e não soube dialogar com a sociedade na busca de uma solução para este grave problema dos resíduos, do lixo da cidade que, acabou transformando numa enorme polêmica com sérias consequências. A lamentável situação do desgaste nacional envolvendo o PT, seguido do impeachment, acabou arrastando Cido Sério para o centro de um turbilhão que respingou em sua administração com um enorme desgaste político e social. De resto, o tempo sendo senhor da razão, julgará os feitos do prefeito Cido Sério. 

sábado, 17 de dezembro de 2016

Existe algum país sem corrupção?

"Um país sem excelências e mordomias"



Pare tudo o que você está fazendo e reflita: que país é este que estamos vivendo? Aliás, que país é este que a maioria vegeta, enquanto os deputados, senadores, ministros, presidentes, prefeitos e vereadores vivem?

Muitos, geralmente, não querem falar de política, acham o assunto chato, fútil e sem necessidade alguma de ser tratado. Dentre esses que pensam isso, muitos preferem falar de futebol, de novelas, de festas e coisas que não consideram como desnecessárias. No entanto, se partirmos para refletir: quem são as pessoas que pagam os jogadores de futebol? Quem paga os presidentes das Federações? Quem é que paga as redes de Televisão, para que estas depositem o dinheiro na conta dos atores? Quem é que paga as entradas em festas, os cachês das bandas, as bebidas fornecidas em camarote VIP e, automaticamente, gera lucros para as empresas dessas marcas?

A resposta está clara e a busca por ela é conivente. Nós quem pagamos tudo isso e, mesmo gostando de novelas ou não, mesmo curtindo futebol ou não, estamos contribuindo para que isso gere lucro a eles. Os impostos que pagamos favorecem a todos e por que não aos políticos? Por que não falar deles? Afinal, eles são os principais interessados em criar taxas, já que nossos impostos aumentam por culpa de quem está no poder. Não é mesmo?

E se você soubesse que existe um país em que os políticos ganham pouco, andam de bicicleta, de ônibus, trem, cozinham sua própria comida, lavam e passam suas roupas e, ainda, estão preocupados com o bem estar da sociedade? Está pensando que me refiro a alguma obra de distopia? Não, leitores, esse país existe e se chama Suécia.

Logo na Idade Média, os camponeses do país tinham representação entre a nobreza, clero e a burguesia reunida no Parlamento. A sociedade, no ano de 1960, aboliu os pronomes formais e os políticos passaram a ser tratados como você; vossa excelência passa longe desse país. Não existe preferência a penas especiais por crimes, eles não têm direito à imunidade. Com isso, podem ser processados e condenados como qualquer cidadão. Ainda, eles não possuem plano de saúde especial, apenas utilizam o sistema público.

Até o século XIX, a Suécia foi um dos países mais pobres da Europa. A partir do século seguinte, ela transformou-se em uma das mais ricas e sofisticadas nações industrializadas do mundo. O povo sueco busca a transparência e visa políticos que estejam conectados às ruas, que estejam ligados à sociedade para que a resolução dos problemas tenha mais solidez.


Enquanto isso, no Brasil...

Com grande frequência, ministro e parlamentares voam em jatinhos da FAB – Força Aérea Brasileira. Possuem carro com motorista particular e ganham verbas altíssimas para tudo. Enquanto na Suécia a política é sinônimo de solidariedade, de meios para contribuir com a sociedade e buscar medidas igualitárias; no Brasil a política é sinônimo de poder, prestígio e inúmeras mordomias.

Os representantes têm uma vida de luxo e regalias, porém, esquece-se que eles estão representando o povo. Logo, devem viver de maneira condizente ao que vivemos e não totalmente oposta aos cidadãos. Se ao menos esse luxo exacerbado fosse sinônimo de eficiência, seria até aceitável, mas não o é. Os investimentos não representam qualidade por parte deles e, então, a massa de legisladores continua com uma vida regada de mordomias, enquanto a sociedade banca o banho de ouro que eles tomam.

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou, no ano passado, que o Brasil possui o segundo Congresso mais caro do mundo. Cada parlamentar gasta em média US$ 7,4 milhões por ano. O país só perde apenas para os Estados Unidos que tem um gasto de US$ 9,6 milhões. Não se nota resultados promissores por parte dos parlamentares; pelo contrário. Estima-se que, a cada dez legisladores, quatro respondem a inquéritos ou processos, o que dá em torno de 542 ações penais.

Se já não bastassem esses valores exorbitantes, os deputados recebem um salário em torno de R$ 26.700 e mais R$ 38.600 para custear as despesas referentes às suas atividades no poder. Essas contas correspondem também a carros alugados, passagens aéreas, telefone e aluguel de salas de escritório. Como se ainda fosse pouco, os parlamentares ainda recebem na faixa de R$ 3.800 para pagar as diárias em hotéis para ir a Brasília.

Ao lermos esse livro, é impossível não comparar o céu ao inferno, quer dizer, Suécia ao Brasil. A maneira como os políticos realizam a politicagem, de forma íntegra, é estupenda e de causar admiração. Enquanto que aqui a corrupção predomina, a ânsia por querer sempre mais e, inclusive, a ambição e competição entre eles mesmos.

A capa em si já é bastante chamativa com o ministro Carld Bildt indo ao seu gabinete de bicicleta, enquanto que, logo atrás, notamos o ministro Carlos Lupi desembarcando de um avião particular. Qual a diferença entre eles? Bem... Está mais do que clara.

A diagramação do livro é excelente, com imagens e entrevistas em destaque. Notei alguns erros de revisão, mas não foi nada grave. Outro detalhe da capa é que eles se dedicaram à bandeira da Suécia, o que ficou bastante criativo, combinando ainda com a bicicleta do ministro.

Indico esse livro a todo ser que respira, é imprescindível que todos tenham essa obra em sua cabeceira. Conhecer as maravilhas da Suécia e as atrocidades do Brasil é fundamental para que se busquem melhorias comparando-se a grandes países. Afinal, comparar o Brasil com países pobres, com baixo índice de desenvolvimento e onde a corrupção é exacerbada, isso é fácil. Mas comparar e se espelhar em um país do porte da Suécia, essa é uma tarefa e tanto.

Parabéns para a autora Claudia Wallin que teve a ousadia e curiosidade de escrever esse livro. Uma brasileira que partiu rumo à Suécia e viu que era fundamental essa publicação. Parabéns também à Geração Editorial por, cada vez mais, publicar riquíssimos trabalhos que devem ser valorizados. Esse livro é para ser lido para ontem. Mais que indico!
NOTA: Sobre um texto do blog REVELANDO SENTIMENTOS da Natalia.
Recebi este livro maravilhoso do profº. Arthur Leandro Lopes, do Curso de Inglês, uma pessoa reconhecidamente preocupada e interessada com os assuntos da comunidade, tendo desenvolvido inúmeros trabalhos sociais e inclusivos em Araçatuba. Destacou-se com o belo trabalho de recuperação e remodelação das praças "João Pessoa" e "Getúlio Vargas". Agradeço sumamente honrado este presente. 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Câmara - Mais um na cambada!

E aí cambada, cheguei!!!

Momento em que Arlindo Araújo recusa cumprimentar Almir Fernandes e o escorraça de sua mesa. 

Quem esperava tapete vermelho, banda de música para sua primeira entrada “triunfal” no plenário da Câmara de Vereadores, acabou quebrando a cara! O vereador eleito pelo PSDB, Almir Fernandes, que sempre denominou o legislativo de “circo”, e que ele agora eleito, iria “tirar a lona de cima”, na última 2ª. Feira (5.12), acabou metendo os pés pelas mãos e foi “recepcionado” pelo vereador Arlindo Araújo (PPS), que se recusou a pegar em sua mão e ainda o escorraçou dizendo – “saia de perto de mim". Sem ambiente, sem espaço, esse fanfarrão acabou por ter que sentar entre os vereadores Batata e Jaime, alvos preferidos de seus ataques, suas críticas e deboches. Ficou numa “saia-justa”, com a cara deslavada diante daqueles que ele sempre criticou, sempre debochou. Desde o início do governo Cido Sério, Almir Fernandes escrevia em jornais e postava em redes sociais seus comentários e críticas contra os vereadores Batata, Cido Saraiva, Papinha, Beatriz, Jaime, Claudio Henrique e Rosaldo, que faziam parte da bancada de sustentação do prefeito. Postava vídeos debochando do palavreado do vereador Batata, mostrou Jaime dormindo no plenário e explorou em demasia o episódio com o vereador Cido Saraiva, divulgado no programa “Fantástico”.

Durante a última campanha, Almir Fernandes elegeu como tema central de sua propaganda, ataque direto aos atuais vereadores, pregando que nenhum fosse reeleito e costumeiramente usava o termo altamente pejorativo de “cambada” para se referir aos vereadores de forma geral. Dizia que a câmara era um circo. Tais críticas atingiram todos os edis, inclusive aqueles de seu próprio grupo político que apoiaram a candidatura de Dilador Borges. Sentindo-se ofendido, agredido, o vereador Arlindo Araújo, decano entre os legisladores, chegando agora em seu sétimo mandato, desde o pleito já afirmara que não iria “querer conversa com esse caboclo”. Arlindo é conhecido por suas posições firmes e sempre vota de acordo com sua consciência. Atua de forma independente é preza pela ética e pela decência na vida pública. Aliás, ética é algo que esse sujeito, esse Almir Fernandes desconhece. Posa de um santo, um quase beatificado, frequentador de uma igreja onde sempre sobe no altar e depois posta suas fotos nas redes sociais.

Age exatamente como aqueles fariseus que Jesus Cristo se referia quando exortava sobre isso - “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de toda podridão! Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! ” (Mateus 23). Assim é o recém-eleito vereador Almir Fernandes, age como uma verdadeira serpente traiçoeira. Sem ética, vai em programa de rádio e critica seus futuros pares, e em suas manifestações espetaculosas nas ruas, do alto de seu circo-móvel exclusivo, ataca os adversários políticos. Mas o Cristo, humilde como era, indicava outro caminho – “E, quando orardes, não sejais como os hipócritas, pois que apreciam orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem admirados pelos outros. Com toda a certeza vos afirmo que eles já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando orares, vai para teu quarto e, após ter fechado a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará plenamente.  E, quando orardes, não useis de vãs repetições, como fazem os pagãos; pois imaginam que devido ao seu muito falar serão ouvidos. …”. (Mateus 6:6). Mas humildade não é algo que o novo vereador cultiva.

E agora? Almir Fernandes quebrou a cara. Esperava que sua malfadada pregação para não reeleger os atuais vereadores fosse ouvida pelos eleitores. A partir de 1º de janeiro, ao tomar posse, vai ter que ficar comportadinho, quietinho. Vai ter que chamar seus pares de “nobres colegas”, “nobres vereadores” e “vossa excelência”. Terá que seguir as normas regimentais e será mais um da “cambada”. Ao ir à câmara e ser escorraçado pelo vereador Arlindo Araújo, Almir Fernandes viu apenas um “tira-gosto” daquilo que o espera futuramente. A partir da posse não poderá mais escrever em sua página no “Faissebuque” as críticas que sempre fez aos seus novos colegas da “cambada”. Um Conselho de Ética da Câmara, estará acompanhando seus discursos e suas manifestações públicas. Qualquer palavra, opinião, crítica que ferir o decôro parlamentar, este sujeito será levado a este conselho e, na reincidência poderá até ser cassado.

Durante a campanha eleitoral, com a maior falta de ética entre concorrentes, Almir denunciou que o vereador Jaime “teria usado os serviços da TV Câmara”, em seu benefício. Foi processado pelo vereador Jaime e mesmo assim, com um cinismo, uma hipocrisia, uma cara-de-pau que lhe é peculiar, foi abraçar, cumprimentar Jaime. O constrangimento foi geral. O vereador Cláudio Henrique (PMN), depois do pleito, teve a delicadeza, a gentileza e a ética de telefonar à cada um dos eleitos, independente de siglas. Ligou na casa desse Almir e foi atendido pelo próprio. Em tom gentil, o Profº. Claudio disse que no plenário “ocorrem os debates, as discussões, mas na hora do café, somos todos amigos...”. Almir ouviu e agradeceu, mas covardemente correu ao computador para escrever aleivosias e diatribes contra o vereador Cláudio. Almir age assim. A bipolaridade é inegável. Faz um discurso aos seus eleitores, um bando de mentecaptos a quem agora o senador Roberto Requião (PMDB) está oferecendo alfafa. Precisa afagar, agradar seus eleitores. Sempre criticou a reeleição, espera-se que seja coerente e não se candidate em 2020. É um sujeito presunçoso, ambicioso, oportunista que mal chegou quer ser presidente da câmara! Isso lembra o “filósofo" Romário que disse – “acabou de chegar e já quer sentar na janela do ônibus”. Quem viver verá!