sábado, 18 de junho de 2016

Araçagüi ou Birituba?

Araçatuba e Birigui buscam integrar-se

A semana foi brindada com uma notícia extremamente importante para os moradores de Araçatuba e Birigui. Num evento empresarial promovido pela Prefeitura de Araçatuba, os prefeitos das duas cidades, Carlos Hernandes e Pedro Bernabé assinaram um acordo de integração entre os dois municípios nos campos da economia, infra-estrutura urbana, ocupação do solo, processo de crescimento imobiliário e demográfico, etc. Coube ao empresário Olavo Tarraf, do Grupo Tarraf, de São José do Rio Preto, anunciar na prática esse movimento, com a implantação de um grandioso condomínio exatamente no limite entre as duas cidades, onde se erguerá um complexo de residências, serviços, conveniências, comércio e um maravilhoso parque verde com amplas avenidas. Vários empresários com empreendimentos em Araçatuba, como Paulo Roberto de Oliveira, presidente da GS Inima, empresa controladora da Samar, que abordou as ações da empresa em outras localidades e os investimentos que devem ser feitos em Araçatuba. Olavo Tarraf anunciou o empreendimento entre Araçatuba e Birigui.  Também esteve Amir Mansour (Pau Brasil Empreendimentos Imobiliários), Antônio Guilherme (Sociedade Paulista de Empreendimentos), Rafael Ferreira (Ferreira Engenharia), Edson Marques (Posto Apha Ville Star), Cícero de Toledo Piza (Grupo Aval) e José Manoel (Parque Aquático Thermas).
Os empresários anunciaram investimentos em diferentes setores, como imobiliário, serviços e lazer.

O prefeito de Araçatuba, Carlos Hernandes e de Birigui, Pedro Bernabé, assinaram o Protocolo e Intenções junto com o empresário Olavo Tarraf. 


Birigui participou do evento com uma comitiva. Secretários municipais, diretores e servidores do Executivo acompanharam o prefeito Pedro Bernabé, que destacou a importância da parceria entre as prefeituras.

"O crescimento populacional das duas cidades é visível e o fluxo de trânsito nas rodovias de acesso vem aumentando. Essa integração logística possibilita a implantação de empreendimentos imobiliários, automotivo, da construção civil, do setor agronegócios, entre outros, ocupando áreas na divisa territorial dos municípios", citou Pedro Bernabé.

O prefeito de Birigui disse que a Prefeitura pretende ajudar na implantação de um corredor imobiliário na Teotônio Vilela, onde será instalado um sistema hoteleiro e comercial, além de empreendimentos nas áreas de alimentação e educacional.

Com a assinatura do documento, as prefeituras das duas cidades irão analisar, em conjunto, a expansão de atividade da indústria, comércio e serviços de desenvolvimento de projetos integrados de infra-estrutura.

O prefeito de Araçatuba, Carlos Hernandes, desde o ano passado vem trabalhando para viabilizar esta integração de esforços entre os dois municípios. Hernandes fala em transformar a Rodovia Teotônio Vilela em uma avenida devido ao número de empreendimentos que vem recebendo. 

Sem dúvida, uma excelente notícia para os birigüienses e araçatubenses que juntos somam mais de R$ 8 Bilhões do PIB e quase 400 mil habitantes. Destaca-se Araçatuba com sua forte vocação comercial e de serviços e Birigui com seu poderoso parque industrial. A região num curto espaço de tempo se transformará numa metrópole atraindo ainda mais novos investimentos e também fortalecendo o campo universitário que hoje já atrai milhares de estudantes de toda a região. (Sobre um texto de Antonio  Crispim, d'O Liberal Regional de 17.6.16). 


sábado, 11 de junho de 2016

Governar o ingovernável!

Sem acordos, o executivo não governa!

Hoje no Brasil existem registrados quase 40 partidos políticos e aguardam no TSE o registro, outros 21 novos partidos. Será que o Brasil necessita desse mundo de agremiações políticas? Beira o ridículo, a chacota, iniciativas em se criar partidos já denominados oficialmente como Partido Corintiano, Partido Novo, Partido Militar, Partido da Mulher, etc. O tal Partido Novo, após um ano já não será mais novo. Além da objetividade, do interesse  e da criatividade, falta a esses políticos, uma dose de originalidade. Será que o país necessita dessa demanda tão grande de grupos políticos? Claro que não! A maioria desses agrupamentos, atendem à interesses mesquinhos, inconfessáveis, escusos. Atendem a interesses de pequenos grupos isolados. São partidos de uma só pessoa, de meia dúzia de gente mal intencionada cujo objetivo é ser “dono” de uma sigla, transformando-a em moeda de troca nas campanhas eleitorais. Os presidentes desses partidos, principalmente os tais “nanicos”, buscam usufruir de benefícios advindos em troca de favores, benesses, cargos eventuais. Eles trocam, vendem o tempo a que o partido tem direito no rádio e TV, que de gratuito só tem o nome. Na verdade, esse universo de partidos causam um enorme mal à democracia.

Os candidatos à cargos eletivos, principalmente no executivo (prefeitos, governadores e presidentes), precisam “negociar” com os presidentes dessa miríade de siglas. Negociar é o termo adequado ao tema. De um lado o candidato vai precisar de ampliar seu tempo no rádio e TV já que em função da enormidade de tantos partidos, sobram poucos minutos, mesmo destinado aos grandes partidos. É aqui que nasce a corrupção, o troca-troca de favores e benesses que eventualmente o candidato possa oferecer. Comumente troca-se esses valiosos minutos ou segundos por cargos, dinheiro e favores. Essa relação incestuosa macula o processo democrático, deixando o eventual candidato refém desses partidos. Não há muita possibilidade de se eleger uma bancada fiel ao candidato, havendo uma pulverização dos votos, elegendo-se poucos candidatos por partido. Forçando-se assim o candidato a ceder às pressões, às verdadeiras chantagens impostas por esses partidos, notadamente os chamados “nanicos”, visto que sendo agremiações isoladas de uma só pessoa, isso facilita as tais negociações. Sem esses “acordos”, o executivo não governa.

Neste pleito municipal, o candidato de oposição Dilador Borges (PSDB), está recebendo apoio de quase 15 partidos. Dos grandes e relevantes, PSDB, PSB, PPS, os demais são “nanicos”, cujos líderes, muitos são candidatos à vereança estão interessados em viabilizar suas candidaturas e “negociam” acordos muitas vezes nada republicanos e na maioria das vezes, visam interesses pessoais. Do outro lado, ainda sem um nome escolhido, o grupo da situação, também conta com o respaldo de cerca de 15 partidos. Desses, os grandes, PMDB, PT, PTB são apoiados por outras siglas nanicas cujos presidentes já estão “mamando” nas têtas públicas pois compromissos havidos desde a eleição do prefeito Cido Sério (PT), arrastou para dentro da administração vários nomes já conhecidíssimos nas práticas imorais e anti-éticas oriundas dessas negociações profanas que resultam numa deformação lógica daquilo que alguns pregam nos discursos mas praticam de forma diversa. José Vitor Botelho, do minúsculo PTdoB está pendurado na administração municipal desde que Noé desembarcou da arca.

Mas qual a “força política” desse PTdoB? Por quê Vitor Botelho se mantém em cargos há tanto tempo? Além dele ter um cargo comissionado, indicou o secretário de Obras, seu sobrinho, Sandro Botelho Cubas e também o atual Corregedor-Geral, Tadami Kawata, outro que vive pendurado numa têta municipal há séculos. A origem dessa “força política” óbviamente deve estar ligada ao apoio e ao voto do único vereador do partido, Cabo Claudino. Assim acontece com os demais vereadores da bancada situacionista – Beatriz Nogueira, Claudio Henrique, Gilberto Batata, Cido Saraiva e Jaime José. Cada um, de um partido nanico diferente. Sem condições de ter uma bancada de um único partido, o prefeito é obrigado à negociar cargos, benesses em troca de apoio parlamentar e sua sustentação no legislativo. Se não fizer isto, não conseguirá governar, ter apoio aos seus projetos enviados à apreciação. É assim em Araçatuba, é assim em todo o Brasil. Esta é a raiz da corrupção, da roubalheira, do troca-troca entre legislativo e executivo. Esperar que esta situação se mude em 2017, certamente não acontecerá. Os hábitos e costumes dessa política rasteira vão continuar. São modos operacionais arraigados entre os políticos brasileiros.

sábado, 4 de junho de 2016

O adeus a Argemiro:

Foi-se um guerreiro - Argemiro L. Santos!
Eu e Argemiro Santos, participamos de várias lutas em defesa da cidadania. Era um parceiro sempre presente nas sessões da Câmara Municipal de Araçatuba.

A cena política araçatubense ficou órfã, triste com a morte do líder comunitário Argemiro Luciano dos Santos, morador do Jd. América, ali no entorno da Lagoa das Flores que para ele era um santuário. Apesar de travar com esta lagoa uma antiga luta afim de evitar as inundações e invasões das águas nas casas próximas, Argemiro dedicava um imenso amor ao local onde plantou as acácias amarelas e ouvia o canto dos pássaros. Mas ele perdeu a luta. Foi-se, sem conseguir sensibilizar o poder público na busca de uma solução perene para o grave problema. Morreu, como milhares de tantos brasileiros, vítima do descaso, da omissão dos gestores públicos.

Argemiro era um "vereador emérito", sem salário. Percorria toda a cidade, conhecia como ninguém as ruas, becos e vielas, sempre fotografando e denunciando as mazelas, os graves problemas de estrutura urbana da cidade. Teve vários "perrengues" com prefeitos e vereadores por causa das cobranças que fazia em sua luta incansável em prol da cidadania. Foi candidato a vereança duas vezes, não conseguindo eleger-se porque infelizmente, o povo, o eleitor ainda prefere vender, trocar seu voto por favores e benesses. Lamentavelmente muitos eleitores não sabem reconhecer os méritos de quem realmente trabalha, luta em prol do povo. E era contra isso que Argemiro lutava. Ele pregava uma total independência para que vereadores não tivessem  compromissos com o prefeito, troca de apoio por cargos e outros benefícios pessoais. Clamou, lutou no deserto.


Era um cidadão no sentido claro da palavra. Envolvia-se em todos os movimentos na luta pela moralidade pública, pela decência e honradez na política.Ultimamente participou do  movimento #VEMPRARUA e sua ultima bandeira ao nosso lado foi a luta pela redução do salário dos vereadores. Tive a honra e o privilégio de gozar de sua amizade e da constante troca de idéias na luta contra a corrupção e a má gestão do dinheiro público. Era um parceiro constante e presente. Sua "cadeira cativa" na câmara de Araçatuba ficará vazia, deixará saudades. Tombou um grande homem, um cidadão ímpar. Uma pessoa de caráter. Éramos parceiros de ideais na luta contra a corrupção, as mazelas dos gestores públicos e o mau uso do dinheiro público. Da mesma forma que eu, Argemiro se indignava com a vergonhosa atuação de determinados vereadores que ele chamava sempre de “lambe-botas” do prefeito.


Foi candidato a vereador duas vezes, tendo pequena votação, uma demonstração clara de que o povo ainda prefere vender, trocar o voto por brindes, por favores e benesses pessoais. O eleitor ainda vota com cabresto, ainda vota preferindo escolher corruptos declaradamente conhecidos e políticos desonestos. Lamentavelmente, a grande maioria dos eleitores não levam em conta o caráter, a dignidade, a honra pessoal do candidato. Não avaliam o passado e a atuação na vida particular e profissional do candidato. Assim, como explicar o fato de uma pessoa tão dedicada às causas públicas, tão interessada na luta em prol  da comunidade, ter poucos votos e não se eleger? Isso responde à muitas pessoas que perguntam igualmente à mim, por quê não sou candidato à vereador em Araçatuba?! E eu respondo – simples. As pessoas teriam que votar em minhas idéias e propostas. Não vou comprar votos nem trocar por nada. Dos atuais partidos existentes, nenhum se encaixa no perfil do meu interesse, ou seja, eu nunca me filiaria em nenhum desses partidos aí existentes. A grande maioria é presidida por pessoas velhacas, interesseiras em vender o tempo no rádio e TV, trocam apoio por cargos na administração e são gente desonesta e com má intenção. Se no Brasil pudesse haver candidaturas independentes, aí sim, eu poderia candidatar-me, mas no modelo atual, nem pensar. 

sábado, 21 de maio de 2016

A era Michel Temer:

Os primeiros dias com Michel Temer


É cedo para se avaliar este início do governo Michel Temer, pós-tsunami petista que destruiu a economia nacional, cujo rombo deixado por Dilma Rousseff se aproxima dos R$ 200 Bilhões de Reais. O novo presidente buscou cerca-se de bons nomes principalmente na área econômica. Henrique Meirelles, assustou-se com o tamanho do buraco deixado pelo PT e anuncia medidas amargas e difíceis para tentar reorganizar as finanças públicas. Várias ações antipáticas, impopulares serão tomadas, até mesmo a volta da CPMF, alterações na previdência, mudanças na aposentadoria. Claro que as entidades sindicais se apressam a posicionar-se contrárias aos tais direitos adquiridos. A Petrobrás vai para boas mãos. Pedro Parente, que foi ministro de FHC é competente, sério, honrado e já anunciou que não aceitará indicações políticas nos cargos diretivos da empresa. A única área que gerou intensa discussão e muita polêmica, foi a iniciativa de extinguir o Ministério da Cultura, promovendo sua volta ao antigo MEC. Muitos artistas se posicionaram contra. Houve muito questionamento sobre a Lei Rouanet. Na verdade, o problema não está em extinguir ou não um ministério, mas na sua readequação e eficácia no cumprimento da referida lei.

Uma das áreas que chamou muita a atenção foi as Relações Exteriores, cujo titular agora é o senador José Serra. Desde a semana passada com a derrubada da petista Dilma Rousseff, vários países latino-americanos, orientados pelo movimento bolivarianista anunciaram não reconhecer o novo governo instalado em Brasília. Uruguai, Bolívia, Equador, Venezuela, Colombia, El Salvador Honduras e Cuba ameaçaram retaliações contra o Brasil e alguns inclusive chamaram seus embaixadores  para explicações. Declararam que Dilma Rousseff foi vítima de um golpe parlamentar, que Michel Temer não tem legitimidade, etc. Estes países na verdade foram os mais beneficiados nesses governos petistas com empréstimos, repasses de dinheiro brasileiro para investimentos em seus territórios. Aliás, tais empréstimos deverão ser objetos de profunda auditoria no BNDES pois até hoje pouco se sabe a forma de como tais empréstimos foram realizados. José Serra quer impor ao Itamaraty uma nova visão nas relações internacionais que de agora em diante serão marcadas por uma política e interesses de Estado, e não de ideologia como o PT tratou até agora.

É importante destacar que Michel Temer está recebendo uma verdadeira herança maldita desses 13 anos de governos petistas. Um rombo orçamentário que beira R$ 200 Bilhões, quase 12 milhões de pessoas desempregadas, a economia estagnada, o PIB em queda, os juros beirando a casa dos 15% e uma onda de pessimismo que contamina toda a sociedade brasileira, já desacreditada nas medidas que o governo possa tomar. Michel Temer terá que ajustar a economia, terá que cortar gastos, despesas e essas medidas amargas se espalharão aos estados da federação  terão que cortar gastos, congelar salários de servidores e proibir novos concursos públicos, ou seja, o cidadão que mais precisa dos serviços públicos é que irá pagar esta conta altíssima deixada pelo PT depois do verdadeiro tsunami de roubalheira e corrupção no governo e empresas públicas. Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro já não estão conseguindo pagar seus servidores, cujos salários estão sendo parcelados, congelados, fato jamais visto neste país arrasado pela ação nefasta, destruidora do PT.  

domingo, 15 de maio de 2016

O fim do PT - desmoralização!




Desde seus primeiros tempos como um grupo combativo de marxistas que desafiavam os governantes militares do Brasil, o Partido dos Trabalhadores cresceu para se tornar um dos movimentos de esquerda mais duradouros do mundo --uma locomotiva eleitoral que dominou a política do país por mais de uma década.
Mas o Senado do Brasil lhe aplicou um golpe paralisante na quinta-feira (12), ao votar pela suspensão da presidente Dilma Rousseff e descartar a organização política que governou o maior país da América Latina durante 13 anos, o mais longo reinado de um partido eleito democraticamente na história do Brasil.
"O Partido dos Trabalhadores era um partido de esperança, mas seus líderes se intoxicaram com o poder e agora aquela esperança se rompeu", disse Hélio Bicudo, 93, um dos primeiros membros do partido e ex-deputado que desertou em 2005.
Após uma década de crescente popularidade, as fortunas do PT foram abaladas por uma devastadora crise econômica e um colossal escândalo de corrupção que derrubou alguns de seus principais líderes.
Enquanto milhões de brasileiros voltavam à pobreza, o partido que havia chegado ao poder prometendo representar as massas e acabar com a impunidade estava participando do mesmo tipo de corrupção que há muito caracterizava as classes dominantes do país.
Embora Rousseff não tenha sido acusada de suborno --seu julgamento de impeachment se baseia em um esquema orçamentário destinado a ampliar suas perspectivas de reeleição--, escândalos de corrupção mancharam a reputação de seu mentor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o líder do Partido dos Trabalhadores, que a escolheu para sucedê-lo e pretendia se candidatar novamente em 2018.
Lula ainda não foi acusado de crime, mas promotores federais estão investigando seu papel em um esquema que envolveu a canalização de dinheiro da companhia nacional de petróleo para os cofres do PT.
Uma série de altos aliados de Lula, incluindo membros graduados do partido, foram presos ou estão sendo investigados por envolvimento no esquema, que distribuiu bilhões de dólares em propinas a figuras de todo o espectro político.
Mesmo em um país calejado pela corrupção política, a queda de um partido antes dedicado à transparência e ao governo limpo é um fim desanimador que aprofundou a falta de confiança do público na política brasileira.
Isto também ameaça reverter algumas das conquistas do partido, uma força política esmagadora que até seus críticos admitem que ajudou a diminuir a terrível pobreza e a disparidade econômica que há muito afligiam esse país de 200 milhões de habitantes.
"Que o Partido dos Trabalhadores tenha se sujado ao se envolver em toda essa corrupção é uma tragédia, talvez a principal tragédia no que está acontecendo hoje", disse o historiador José Murilo de Carvalho.
Marcada por cobiça, traição e a busca de um poder cada vez maior, a queda em desgraça do partido tem todos os elementos de uma tragédia shakespeariana.
Seu maior protagonista é Lula, 70, que trabalhou como engraxate quando menino, antes de conseguir emprego em uma fábrica de parafusos. De lá, chegou à Presidência e conduziu um boom econômico, deixando o cargo como um dos líderes mais populares do mundo.
A partir dos anos 1970, ele ajudou a transformar um grupo desordenado de sindicalistas, membros do clero católico liberal e estudantes idealistas em um formidável movimento político que se ergueu contra os líderes militares do país.
Formado em 1980, o Partido dos Trabalhadores dispensou o dogma marxista estrito e adotou um processo democrático para eleger seus líderes.
Lula disputou a Presidência com o slogan "Terra, trabalho e liberdade".
No final dos anos 1980, os candidatos do partido ganhavam eleições. Em 1986, Lula foi eleito ao Congresso e dois anos depois uma candidata do PT conquistou a Prefeitura de São Paulo, a maior cidade do país. Lula então fixou sua mira na Presidência.
Lula foi uma figura política improvável, cuja gramática imperfeita e retórica de esquerda assustavam a elite brasileira. Mas em 1988, depois de três candidaturas sem sucesso à Presidência, Lula mudou de estratégia. Trocou as camisetas por ternos sob medida e dispensou o discurso de mudança revolucionária, dizendo que honraria a dívida externa de US$ 250 milhões que na época emperrava a economia brasileira.
Seu novo slogan: "Lula, paz e amor".
Em 2002, ele aproveitou a ira popular sobre a desigualdade econômica e a corrupção rampante para vencer a Presidência com uma avalanche de votos. As medidas de austeridade que ele adotou e a demanda crescente por matérias-primas brasileiras ajudaram a endireitar a economia, mas ele rapidamente achou necessário fazer acordos com o Congresso brasileiro fragmentado para aprovar sua ambiciosa agenda legislativa.
Para antigos baluartes do partido como Idelber Avelar, o ponto de ruptura foi quando Lula começou a distribuir cargos e formar alianças com chefes de partidos de oposição que não compartilhavam os ideais do PT.
"Isso representava tudo contra o que o partido lutava", disse Avelar, um acadêmico que deixou o PT há mais de uma década e hoje vive nos EUA. "Havia várias opções, mas a escolha inicial foi a política de fazer acordos a portas fechadas."
O compromisso com aliados rentistas quase derrubou o governo de Lula em 2005, quando um esquema de compra de votos que pagava a deputados de oposição por sua lealdade foi denunciado pela mídia brasileira. Lula suportou o escândalo e foi reeleito em 2006, mas ficou substancialmente enfraquecido pela crise e foi obrigado a fazer ainda mais alianças para manter seu apoio no Congresso.
Aparentemente inabalada por sua proximidade com o escândalo, a direção do PT estava secretamente envolvida em um enorme esquema de propinas com executivos da Petrobras, a gigante de energia de propriedade estatal. O arranjo, que ficou conhecido como "Lava Jato", envolvia desviar bilhões de dólares da farta receita do petróleo para o Partido dos Trabalhadores e seus parceiros de coalizão no Congresso.
O escândalo, que continua se desenrolando, abalou o meio político do país, com dezenas de executivos empresariais e líderes partidários presos ou sob investigação.
Alguns dos mais próximos assessores de Lula estão entre os caídos, mas ele insistiu que não tinha conhecimento do arranjo. Seus índices de aprovação, antes invejáveis, sofreram um golpe substancial.
"Nossas maiores conquistas foram tirar 36 milhões de pessoas da pobreza e promover outros 40 milhões à classe média", disse Lula em um e-mail esta semana. "Continuamos sendo um partido que se importa com os pobres e a justiça social."
A menos que ele seja acusado de crime, muitos analistas políticos ainda esperam que Lula dispute a Presidência daqui a dois anos.
"Na política brasileira, você nunca pode jogar alguém embaixo do ônibus e pensar que não vai se recuperar", disse Alfred P. Montero, autor do livro "Brazil: Reversal of Fortune" e professor no Carleton College. "Eu observo esses sujeitos desde os anos 80, e eles sempre parecem voltar." (Texto de Andrew Jacobs, publicado no THE NEW YORK TIMES)
  

domingo, 8 de maio de 2016

Aspones: A farra continua em Araçatuba!

Aspones: A farra continua em Araçatuba!


A Constituição Federal estabelece em seu artigo 37, I, V as normas para se ocupar as funções no serviço público em geral. As regras ficaram duras depois da obrigatoriedade do concurso público como meio de acesso. Mas, como é próprio no Brasil, criou-se a famigerada e detestável figura do cargo de confiança, os tais comissionados, geralmente ganham muito mais que os concursados efetivos, muitos sequer cumprem horários ou comparecem no local de trabalho. Em Araçatuba, de triste memória, o antigo DAEA era um penduricalho de inúmeros funcionários-fantasmas, os tais  “aspones”, normalmente indicados, apadrinhados por vereadores em troca do apoio que estes davam ao prefeito de plantão. Esta relação incestuosa perdurou por muitos anos entre vereadores da tal base de sustentação do prefeito. Chegou-se épocas em que eram tantos que se houvesse a necessidade de que estes comparecessem à sede do DAEA, uma enorme fila se criaria e muitos nem teriam onde sentar, ou dispor de uma mesa. Quando a ex-prefeita Marilena Magri assumiu após a cassação do ex-prefeito Jorge Maluly Neto, em 2008, ela exonerou 33 diretores do DAEA! Agora, será que aquela agonizante autarquia precisava de 33 diretores?!

O tempo passou, Cido Sério (PT) assumiu em 2009 e mesmo assim manteve a política maléfica, nefasta do toma-lá-dá-cá, o troca-troca com os vereadores. Apenas de desfez dos “aspones” que herdou de Maluly e tratou logo de criar os seus próprios. Advertido pelo TCE, Cido Sério deu de ombros, ignorou as várias intervenções das autoridades, mudou a lei, alterando a nomenclatura contudo  mantendo, aumentando o número desses parasitas na administração municipal. Por incrível que possa parecer, a criatura acabou engolindo o criador. Cido Sério foi cassado, está afastado do cargo justamente por causa desses comissionados que ele tanto defendeu, protegeu. Ele que foi eleito com a maior votação da história de Araçatuba, perdeu o cargo, o gordo salário, enquanto seus servidores comissionados estão aí continuando mamando nas gordas têtas da municipalidade. Agora, um caso emblemático chama a atenção tendo em vista que a Constituição autoriza esses cargos de confiança, para ocupantes de Direção, Assessoramento. Um motorista, um fotógrafo pode ser considerado como cargo de confiança? Pois é.  Foi por essas  aberrações que Cido Sério dançou!

Como a lei eleitoral exige que ocupantes de cargos públicos devam desincompatibilizar-se para disputar a eleição, na prefeitura de Araçatuba, trataram logo de arrumar um jeitinho de “proteger” alguns comissionados, alguns apadrinhados. Destaque-se o caso do fotógrafo, jornalista Fábio Ishizawa que por incrível, está lotado no Gabinete municipal desde os tempos de Maluly Neto, ou seja, praticamente 10 anos, sem concurso público. Foi exonerado agora em abril e acreditem! Nomeou seu pai, Kenji Ishizawa, um venerando senhor, que não é jornalista, nem tem qualquer aptidão para o cargo de “Assessor de Imprensa e Cerimonial do Gabinete”. Tal “idéia genial”, nasceu com único intuito de se garantir que Fábio Ishizawa continuasse recebendo seu salário mensal. A situação é tão pródiga que após críticas, “esconderam” o Sr. Kenji Ishizawa na biblioteca municipal, numa demonstração inequívoca de que sua presença no gabinete é totalmente dispensável, ou seja, não se enquadra no tal “cargo de confiança”. Puro desvio de finalidade, uma violação à lei.

Além dessa bizarra situação, também fizeram o mesmo com a secretária municipal de Esportes, Cláudia Crepaldi, comunista que nomeou num cargo na mesma secretaria, sua irmã Cléia Crepaldi, claro, com o mesmo interesse de garantir que a ela continuasse recebendo os salários. O também apaniguado, Willian Sancler, hoje no Partido da Rede ( o PT 2), era chefe de Gabinete da Secretaria de Cultura. Saiu e fez nomear em seu lugar sua irmã Vanessa Chaves, que, após algumas críticas, foi exonerada  25 dias depois. Atos de desvio de finalidade, nepotismo indireto, um desrespeito ao povo, uma tentativa nefasta, vergonhosa e imoral  de se burlar a lei, nomeando parentes próximos em primeiro grau com a finalidade de se manter o “status quo”,  ganhando sem trabalhar, pondo uma pessoa no lugar, sem que se possa comprovar que esta pessoa tenha as qualificações necessárias e pertinentes ao cargo. Esperamos que o prefeito Carlos Hernandes assuma de fato as rédeas do executivo, demita  o Sr. Kenji Ishizawa e Cléia Crepaldi, em respeito ao pagador de impostos que já não suporta sustentar essa corja em geral, esse tipo de gente cujo único intuito é dilapidar o dinheiro público.


sábado, 30 de abril de 2016

O fim do governo Dilma!



O fim do governo Dilma! 


Esta semana e os próximos dias, quiçá horas, serão decisivos para o destino deste país de cerca de 200 milhões de pessoas, que, a seguir-se o roteiro estabelecido para o procedimento do impeachment da presidente Dilma Rousseff, se livrará de um governo que marcou época, nesses 13 anos de mandato sob a égide do PT, um partido que surgiu em 1980 defendendo a bandeira da ética e da moralidade pública e chega ao fim transformado numa verdadeira quadrilha criminosa que, nos últimos 10 anos, assaltou os cofres do povo, desviando bilhões e bilhões de Reais arrancados de empresas públicas e levados pelo ralo da corrupção para alimentar, sustentar partidos e campanhas políticas além de manter uma situação de compra de parlamentares para votarem sempre favoráveis ao governo. Esses escândalos tenebrosos de desvio de verbas públicas vieram à luz através das denúncias do “Mensalão” e agora “Petrolão”, atingindo as mais destacadas lideranças nacionais do PT, envolvendo até Lula e Dilma que saem desse triste episódio desmoralizados, arruinados politicamente. O PT em fase terminal, a cada dia perde mais e mais lideranças, quer em nível nacional, como também dezenas e dezenas de prefeitos e vereadores que pulam fora com medo das próximas eleições diante de um enorme desgaste público.

Caso não haja nenhuma interrupção nos prazos e no rito estabelecido, no próximo dia 11, o Senado da República afasta a Chefe do Governo pelo prazo de 180 dias, mas entre o próprio governo e lideranças petistas, dão como fato consumado e sua volta é praticamente impossível. O  vice-presidente Michel Temer, desde que a Câmara autorizou o impeachment, vem discretamente conversando, costurando com lideranças de vários partidos, um apoio eventual e  formação de um novo ministério. Devem participar desse governo de união nacional, o PMDB, PSDB, DEM, PPS, Solidariedade, PSB e parte de outros partidos. Nomes estão sendo sondados como Henrique Meirelles, para a Fazenda e José Serra para o Itamaraty. Anteriormente Aécio Neves estava contra o PSDB assumir cargos, mas foi convencido por FHC e Alckmin. É óbvio que não se espera de imediato mudanças profundas na economia ou medidas de impacto que resultem na melhoria da qualidade de vida do povo. Mas algo precisava ser feito. Dilma perdeu completamente as condições morais, éticas e políticas de continuar chefiando o governo.

O PT, Lula, e seus movimentos sociais como MST, MTST, acenam com um cenário de guerra nas ruas das cidades, no campo e nas rodovias. Lula prega um clima de “terra arrasada”. Anunciam que não darão um só dia de sossego para Temer, a quem chamam de golpista e um governo ilegítimo. Pura retórica de desesperados. O governo Temer é tão legítimo quanto foi o de Dilma. O eleitor ao apertar a tecla na urna eleitoral optou pelo 13, sufragou o nome de Dilma e Michel Temer como seu vice. Logo, os mais de 54 milhões de votos atribuídos à Dilma Rousseff igualmente foram destinados também ao seu companheiro de chapa. Não há o que se discutir. Pregar agora a realização de novas eleições presidenciais, isto sim, seria o golpe, a traição ao eleitorado, afinal, esta crise poderia beneficiar candidatos com discursos populistas, eleitoreiros como o próprio Lula e Marina Silva. Não há tempo hábil para se aprovar mudanças na Constituição e o próprio TSE  não teria condições técnicas para realizar uma eleição tão grande como esta.

A corrupção vai acabar com o fim do governo do PT? Não!  Isso é pura semântica. A corrupção é algo endêmico e está na cultura do povo brasileiro, não se restringe aos políticos em si. Mas diante da situação de desacerto na economia, da falta de credibilidade inclusive internacional do governo Dilma, alguma medida teria que ser tomada. O governo do PT perdeu a governabilidade, perdeu totalmente o apoio no Congresso Nacional não conseguindo fazer aprovar praticamente  quase nada de seus projetos e propostas enviadas à apreciação dos parlamentares. Dilma se deixou envolver pela pressão de grupos políticos sedentos em saquear os cofres e interessados em ocupar cargos na esplanada do ministérios. O governo nos últimos meses, passou a “vender o almoço para poder jantar”. Um troca-troca despudorado e vergonhoso nessa relação incestuosa entre um governo desmoralizado e uma frágil base de sustentação apenas interessada em extorquir mais e mas benesses do Planalto. Lula, envolvido e acuado pela “Operação Lava-Jato” perdeu totalmente a capacidade de liderar e tratar com os poucos partidos que ainda apoiavam este governo. Enfim, o Brasil se livrará de um verdadeiro câncer da política nacional.