sábado, 14 de novembro de 2015

TERROR EM PARIS: CRUZADA ÀS AVESSAS!

Terror em Paris: Uma Cruzada às avessas!


Passados 745 anos desde a última Cruzada, protagonizada pelo Rei Luiz IX, da França em 1270, à exemplo das anteriores, redundou em um colossal fracasso, eis que agora, os tidos sucessores de Maomé iniciam um movimento contra a Europa, usando das mesmas armas que europeus fizeram desde que a Igreja Católica estimulou os reis submissos à Roma, para a tal reconquista das terras santas, da Judéia, Jerusalém, os lugares considerados sagrados pelos católicos, mas também pelos judeus e mulçumanos. As Cruzadas foram campanhas militares sob a bandeira da cruz que invadiram os territórios dominados pelo Islã e sob o fio da espada, usaram de toda a violência, não poupando pessoas, famílias, cidades inteiras foram ceifadas, destruídas pelos cristãos. Agora os fanáticos seguidores desse famigerado “Estado Islâmico” querem dar o troco e aproveitando-se dessa confusa chegada de milhares de pessoas fugindo da guerra civil na Síria, deve ter infiltrado entre os tais imigrantes, seus adeptos, dispostos a cometerem todo tipo de ataque contra os europeus a quem responsabilizam por suas tragédias políticas, sociais e históricas. A dominação por séculos dos territórios antes dominados pelos islamitas foi relegada à condição de escravos e subjugados, espoliados, explorados pelas potências européias.

Para compreender essa situação confusa para nós ocidentais, com pouco contato com essas civilizações, é preciso lembrar que os islamitas, seguidores de Maomé, desde a Idade Média travaram com os cristãos, uma guerra secular. Milhares de mortos de ambos os lados ficaram pelos caminhos no deserto principalmente. A cultura brasileira de certa forma herda grande parte dos conhecimentos, dos costumes dessa gente a partir da ocupação da Península Ibérica (Portugal e Espanha) até o final do século 15 e começo do século 16. Aprendemos várias palavras árabes hoje incorporadas à nossa língua, comida, vestimentas, conhecimentos técnicos, astronômicos, geográficos. Os árabes que ocuparam Portugal eram exímios matemáticos. Seriam totalmente expulsos das terras espanholas pelos reis católicos Isabel e Fernando. Os séculos passaram, mas a ambição desmedida dos europeus em ocupar, colonizar, explorar, escravizar, expropriar os povos árabes, turcos, persas, nunca deixou de existir. Até os anos 60 ainda existiam muitos desses países na condição de “ocupados”, vivendo sob o tal “Protetorado britânico”.

Egito, Jordânia, Irã (antiga Pérsia), Arábia Saudita, Iêmen, Iraque, Turquia e toda aquela região do Norte africano, Oriente Médio, sempre foram explorados, política e economicamente por países europeus, notadamente Inglaterra, França, Itália, Alemanha, Bélgica, etc. Até recentemente Estados Unidos usou e abusou da exploração econômica do Iraque, reduzindo este país de um passado glorioso magnífico, a uma imensa favela. Agora, com o surgimento desse grupo terrorista “Estado Islâmico”, seus participantes querem empreender uma “cruzada às avessas”, atacando os países que outrora os exploraram, os escravizaram. Este ataque ocorrido na França é o começo de uma guerra silenciosa cujos protagonistas terão imensas dificuldades como já estão tendo, em lidar com um inimigo um tanto invisível, um exército sem rosto que atacará usando seus fanáticos soldados travestido de “homem-bomba”, “mulher-bomba”, “criança-bomba”, todos dispostos a morrerem por Alá e herdarem um imenso paraíso.

O Brasil pode ficar tranqüilo que não há menor chance desses terroristas vierem ao país promoverem ataques dessa natureza. Não há liame, nada que ligue o Brasil ao seu passado histórico. Da mesma forma, fomos explorados, espoliados, escravizados por europeus, os portugueses, somos tão vítima quanto essa gente. O “Estado Islâmico” usa dos meios mais cruéis para com suas vítimas, não poupando crianças, mulheres e velhos.  Faz acima de tudo, uma guerra de propaganda, espalhando o medo, o terror entre os povos. Atacam cristãos e pessoas que não se aliam aos seus exércitos de ocupação. Seguindo os mais perversos preceitos da “Sharia”, a lei islâmica, degolam, queimam, esfolam, afogam as pessoas. Homossexuais são empurrados do alto de prédios. O mundo cristão ocidental se vê inerte, imóvel sem saber como agir. Nem Estados Unidos e Rússia, com todo poder militar que dizem ter, conseguem atingir os alvos islâmicos. O mundo está perplexo. Dias atrás derrubaram um jato russo no Egito. Poucos acreditaram que teriam essa capacidade. Agora, no coração da civilizada Paris, matam dezenas. Até onde chegarão?

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