sábado, 27 de dezembro de 2014

Vereadores apunhalam os eleitores

Vereadores apunhalam os eleitores



Numa iniciativa pérfida, demagógica e totalmente desprovida de bom senso, o presidente da Câmara de Araçatuba, Jaime José da Silva, marca o triste final de seu período como presidente da Casa de leis, ao convocar para esta semana, uma sessão extraordinária com a finalidade de aprovar o aumento do número de cadeiras no legislativo araçatubense. Um gesto traiçoeiro, um gesto condenável pelo fato da população estar envolvida com os festejos natalinos, num período de festas, viagens, oportunidade em que o tema não poderia ser amplamente discutido. A população de Araçatuba, em pesquisas realizadas e manifestações, já deixou claro ser contra essa infeliz iniciativa, mas vereadores da base de sustentação do prefeito, como de regra, insistem em aprovar algo contrário ao interesse da maioria do povo.

A quem interessa essa impopular e inconveniente medida? Para quê se ampliar o número de vereadores? No quê isso irá melhorar ou trazer benefícios para o povo? Em nada! O vereador, especialmente esses de Araçatuba esquecem que estão lá eleitos pelo povo a quem juraram defender e representar, no entanto, mal tomam posse, esses vereadores apunhalam o eleitor, traem os votos recebidos e passam a agir apenas em função de seus interesses pessoais, fazendo acordos espúrios com o Executivo, no afã de obter cargos e espaços na administração, num troca-troca, numa relação incestuosa com o prefeito que, exige em troca desses favores imorais, a aprovação de suas iniciativas no plenário do legislativo.

Em nada melhorará ou trará benefícios para a população esse aumento do número de cadeiras, exceto o inchaço e o aumento do poder desse jogo sujo que busca acomodar parentes, compadres e apaniguados em geral em cargos comissionados sem concurso público, muitos dos quais sequer comparecem ao local de trabalho. Além de gerar enormes despesas com a reforma e ampliação do prédio para acomodar esses novos eleitos, sem contar a compra de equipamentos como computadores, mesas, impressoras, cadeiras e outros bens. É uma iniciativa que merece o repúdio da cidadania, a condenação daqueles que tentam à sorrelfa aprovar um projeto amplamente recusado pelo eleitor.

Registro veemente repúdio à posição da vereadora Tieza Marques, que sempre pautou sua conduta no legislativo, pela ética, pela moralidade pública e na defesa intransigente do interesse público. No entanto, afirma a vereadora ter discutido no seio do PSDB o assunto e decidiu votar a favor dessa repugnante iniciativa que visa apenas e tão somente atender a interesses escusos, inconfessáveis. Esse discurso inócuo, vazio de que se ampliará a representatividade, não passa de uma cortina de fumaça  esconder a verdadeira e lesiva iniciativa contra o interesse público.

Na contramão, Birigui que foi o município onde houve a maior ampliação do número de cadeiras, hoje luta para aprovar um novo projeto visando diminuir. Foi um erro político, uma infeliz iniciativa que apenas gerou transtornos e despesas, pois o prédio sequer tinha condições de abrigar mais vereadores. Agora Birigui deve com certeza aprovar uma medida reduzindo os representantes do povo. É um absurdo, um abuso que vereadores de Araçatuba ainda insistam nessa tramóia contra o eleitor e merece de todos nós uma veemente manifestação contrária a este gesto com único intuito de atender a interesses inconfessáveis daqueles que deveriam de fato defender a cidadania. 

domingo, 21 de dezembro de 2014

Nuvens Negras !

Nuvens negras no horizonte de Araçatuba!


Araçatuba termina o ano de 2014, em meio às grandes incertezas e instabilidades que prenunciam tempos difíceis para a política e para a administração municipal. De um lado, o prefeito Cido Sério (PT) inicia a segunda metade de seu mandato em meio a inúmeros processos e denúncias de irregularidades que vão desde desvios de verbas públicas à improbidade administrativa. De outro, a Câmara Municipal mergulhou-se num impasse com a eleição do vereador Cido Saraiva (PMDB), acusado por um banqueiro do jogo do bicho que está preso, de controlar esta atividade em Araçatuba. O vereador araçatubense já foi alvo de processo e até preso no passado por esta mesma razão e agora se encontra sob investigação da polícia civil. Mesmo assim, foi eleito como presidente do Poder Legislativo de Araçatuba, correndo-se o risco de amanhã ter que deixar o cargo em função desse problema.

A grande preocupação da população de Araçatuba, é que se advenha um profundo clima de instabilidade político-administrativa tendo em vista o constante troca-troca de autoridades diante dos costumeiros recursos por medidas judiciais tomadas a exemplo do que aconteceu em Birigui, onde o prefeito e o vice  foram cassados, substituídos pelo presidente da Câmara, que também fora cassado e isso gerou um vai-e-vem na porta o fórum causando danos irremediáveis aos trâmites normais da administração, demissões de  secretários municipais, gerando evidentemente prejuízos enormes à cidade. Teme-se que no aflorar de 2015, a justiça tome alguma medida que resulte no afastamento do prefeito Cido Sério e seu vice, Carlos Hernandes, a conseqüente posse de Cido Saraiva à frente do Executivo, para em seguida, por meio dos inconvenientes recursos, Cido Sério retorne o cargo e aí por diante.

Nesse quadro dantesco, o vereador Rivael Papinha (PSB) assume a presidência da Câmara e convoca um suplente para o lugar de Cido Saraiva, que, como Cido Sério, também corre riscos eventuais com a polícia e a justiça. A pergunta que não quer calar: “E aí?!” Vai virar uma confusão generalizada, institucionalizada num troca-troca desenfreado de cargos, demissões de secretários, novas nomeações, pondo em risco a governabilidade e ameaçando todo o quadro sucessório de 2016. Afinal, caso isso ocorra, esse prefeito-tampão ficará apenas 90 dias, pois a justiça eleitoral terá que convocar novas eleições para se completar o período deixado vazio por Cido Sério. Se este fato ocorrer logo no início de 2015, pode ser que ainda atraia bons nomes para a disputa, mas e se demorar? Quem vai querer ser candidato a prefeito por um período bem inferior a dois anos?

Vai ser uma situação ambígua, danosa para uma cidade como Araçatuba, que apesar dos problemas, passa por um enorme processo de crescimento e desenvolvimento econômico, atraindo muitos investimentos mesmo diante de uma crise que se avizinha. Empresários, investidores, comerciantes em geral, mostram-se apreensivos com as inúmeras denúncias que explodem contra o prefeito Cido Sério e esta situação confusa na Casa de leis. Toda essa instabilidade pode trazer prejuízos enormes e espantar novos investimentos na cidade. Tudo que a população almeja é que o barco navegue em águas tranqüilas, que as chuvas sejam abundantes, mas calmas, que molhem a terra onde o homem possa plantar e colher sem maiores percalços, afinal, vivemos na cidade, vivemos no município e todos desejam atravessar esse período sem maiores turbulências, nem tempestades. 

domingo, 14 de dezembro de 2014

A Comissão da Mentira do PT

A Comissão da Mentira do  PT apresenta relatório



Em mais uma palhaçada grotesca protagonizada por petistas ensandecidos, desequilibrados, a famigerada “Comissão da Mentira”, apresentou seu relatório depois de quase três anos de investigações pueris, direcionadas que visam apenas e tão somente, oficializar nomes de terroristas, de bandidos qualificados, tornando-os falsos heróis com direito à pensão vitalícia paga pelos cofres públicos. Afinal de contas, um partido que transformou em verdadeiros heróis, os ladrões condenados pela mais alta corte de justiça, o STF, o quê esperar? A apresentação teve lugar na presença da terrorista-mor, a presidente que derramou lágrimas da falsidade, lágrimas da mentira, tentando passar ao povo brasileiro, a idéia, a imagem de ter sido vítima de torturas e violências.

Na verdade, essa comissão constituída por um bando de petistas, uns paus-mandados, orientados e liderados por Pedro Dallari, petista xiita radical, busca imputar ao regime militar que governou o Brasil entre 1964 a 1985, crimes prescritos que já esquecidos pela Anistia promovida pelo general Ernesto Geisel. Ora  pressupõe-se que a anistia concedida aos políticos até então cassados e punidos pela Revolução Redentora de 1964, atingiu os dois lados não podendo agora ser questionada como querem setores radicais do PT. Tentam de todas as formas sepultar da memória do povo brasileiro, o período em que cinco generais presidiram este país. Quer esta famigerada comissão, entre outras coisas absurdas, que seja proibido comemorar a data de 31 de março de 1964.

É preciso não esquecer de que pelo menos 166 militares e civis foram mortos por atos praticados pelos diversos grupos terroristas da esquerda subversiventa, nos quais teve participação ativa inequívoca, José Dirceu, José Genoíno e a própria presidente atual da República, que cometeram inúmeros crimes à luz do Direito na época, entre os quais se destaca atos de terrorismo armado e assassinato de policiais, de militares e cidadãos civis, como assalto a bancos para fomentar o terrorismo. Esta maldita comissão apresenta um número de 377 pessoas que alegam terem sido assassinadas, presas, desaparecidas pelos militares e órgãos de repressão, mas em momento algum faz qualquer alusão aos militares mortos em combate. Estávamos numa guerra contra esses grupos terroristas hoje travestidos de heróis nacionais, uma luta contra o comunismo cubano e sua má influência. A comissão ignora os soldados assassinados pela esquerda.

Quer esta comissão mentirosa, que os atuais comandantes militares, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, reconheçam esses crimes a eles imputados. Isso é uma aberração jurídica sem precedentes! Como alguém, nos dias de hoje pode reconhecer crimes cometidos há 50 anos?!! O nosso Código Penal não permite essa insensatez, mas o PT, na ânsia de mostrar sua face de poder, quer pisar no ordenamento jurídico. O PT hoje mais se assemelha a uma verdadeira organização criminosa, abrigando entre seus pares, ladrões, corruptos condenados e envolvidos nos maiores escândalos de desvios e assaltos aos cofres públicos. Querendo abafar esses crimes, o PT tenta impingir ao passado, fatos inexistentes e cobrar punições a agentes públicos a maioria já morta.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Papa argentino, Deus brasileiro!

O Papa é argentino, mas Deus é brasileiro!



Abuso de autoridade, carteiras, furar filas, exibir hierarquia e a célebre frase – “Você sabe com quem está falando?!”, são atitudes, gestos mal vistos e condenados por toda a sociedade, mormente num país que se diz democrático, onde deve prevalecer o Estado de Direito, onde aquela máxima constitucional deve ser a tônica – “todos são iguais perante a lei”. O problema é que alguns são mais iguais! Sintomas de uma sociedade capenga, doente, impregnada de desvios de condutas impertinentes, inoportunas e acima de tudo condenáveis, execráveis. Atitudes próprias de regimes fechados, sociedades provincianas, arcaicas, dominadas por um espírito de poder inexistente e exacerbado.

Dois episódios recentes no país trazem à luz essa discussão que se pensava estar sepultada, mas o ranço imperialista, o desejo de mostrar-se superior, acima dos demais, mostrou que pessoas que deviam servir de exemplos de conduta, exemplos de como se proceder publicamente, jogou na lama a imagem de toda uma categoria de servidores públicos, afinal, o juiz, o magistrado é, como qualquer outro, um servidor público, alguém que, por meio de um concurso público, ascendeu-se a uma posição de destaque, de realce, mas isso não lhe deu o poder, o direito de tripudiar sobre os humildes e exercer seu múnus público com exagero e abuso.

Tivemos o caso do juiz João Carlos de Souza Correia, do Rio de Janeiro, que, parado numa bliz policial, dirigia um veículo sem documentação e ele próprio também não portava documentos de identificação. Advertido por uma agente de trânsito, que cumpria seu mister, sentiu seus brios serem ofendidos e, deu voz de prisão à pessoa que, da mesma forma que ele, é servidora pública e cumpria seu dever. Este juiz processou a servidora que foi condenada a pagar-lhe uma multa de R$ 5 mil. O caso continua nos tribunais do Rio de Janeiro.

Agora, mais um caso de abuso de poder e autoridade, quando outro juiz, Marcelo Baldochi, de uma vilazinha do interior maranhense, chegou atrasado para o embarque, no momento em que a aeronave já fechada, se preparava para a decolagem. Procedimento técnico de segurança e rotina de qualquer aeroporto. Os funcionários jamais poderiam suspender o taxiamento, mandar abrir a porta do avião para que este “deus” brasileiro pudesse embarcar. Irritado, o juiz mandou prender três funcionários da companhia aérea.

Num país onde violar, desrespeitar a lei é algo corriqueiro, onde dar carteiradas nas portas de boates, bares, furarem filas nos mais variados lugares, virou uma rotina. O que surpreende que sendo dois juízes, dos magistrados que deviam sob todos os aspectos serem exemplos de caráter, de retidão pessoal e funcional, agem de forma a denegrir a imagem de uma das categorias funcionais que a cidadania confia. Esses dois magistrados, já estão sendo investigados e o CNJ precisa aplicar-lhes uma punição exemplar, afinal de contas, abusaram, extrapolaram de suas funções num lugar e num momento completamente inadequado, violando a lei e expondo humildes servidores públicos à execração, à humilhação. 


sábado, 29 de novembro de 2014

O PT tucanou !!!

Dilma mentiu, trapaceou e ganhou a eleição!


O que não se faz para ganhar uma eleição! O PT e Dilma usaram de toda torpeza, toda baixaria, toda mentira, toda canalhice, toda sujeira, toda imoralidade para conseguir enganar o eleitor e vencer as eleições de 2014. Os marqueteiros a serviço do PT, pagos a peso de ouro, usaram de toda patifaria, toda baixeza para desconstruir a imagem de Eduardo Campos, depois Marina Silva e por último Aécio Neves. Foi uma campanha desigual, desequilibrada, pois a presidente-candidata, mesmo legalmente, contudo de forma imoral, usou e abusou dos bens públicos colocados à disposição de um presidente em exercício, ou seja, de palácios a aviões, passando por servidores, militares e serviços úteis. O governo sorrateiramente escondeu números reais da economia, pondo em dúvida, entidades até então respeitáveis como o IPEA, o IBGE que tiveram seus dados divulgados e posteriormente corrigidos. Até mesmo a divulgação do PIB deste terceiro quadrimestre, veio desmentir as falácias e engodos da então candidata Dilma Rousseff que apregoava estar a economia sob total controle do governo, etc.

Passado um mês das eleições, os números que agora saem, derrubam por terra toda aquela empáfia, aquela arrogância da candidata Dilma que sem cerimônias, praticamente varreu de seu gabinete o ministro da Fazenda, Guido Mantega entregue às moscas. Se tivesse o mínimo de vergonha na cara teria pegado o boné e ido embora. O PIB de 0,1% é um dado vergonhoso, nebuloso que afasta os investidores, lança dúvidas num possível horizonte da economia e por sua vez, da situação de descontrole inflacionário. Durante a campanha, Dilma mentiu vergonhosamente, omitiu-se diante de questões levantadas por adversários, calou-se simplesmente por não ter como responder. O governo perdeu toda a credibilidade, perdeu a confiança e colocou o país numa situação vexatória diante dos mais de 7% do PIB chinês. Dilma mentirosamente atacou Marina e Aécio por conta da linha econômica que ambos adotariam. Por várias vezes criticou o governo FHC por sua linha ortodoxa adotada. Hoje Dilma adota de verdade, o programa tucano de governo!

Mas, o tempo é senhor da razão! Não precisou mais que um mês para que Dilma ficasse nua em plena rua, que suas mentiras e falácias usadas para agradar seu eleitorado, essa pobreza ignorante atrasada e pensando apenas no seu próprio umbigo, de que o segundo mandato seria um mar de rosas, cairiam tudo por terra! Pior – Dilma precisa recuperar a imagem, a credibilidade não só do governo, como do país, mas lamentavelmente, a presidente procurou tal qual Diógenes, entre seus pares, seu partido e demais que sustentam seu governo, nomes à altura de dar dignidade, credibilidade ao governo, à economia e ao país. Dilma não encontrou, pois os líderes de deu partido, a maioria são bandidos condenados no escândalo do “Mensalão”. Para piorar, o governo está atolado neste outro gigantesco escândalo, o da Petrobrás. Aí, a presidente, já com os pés no chão, com os números negativos em sua mesa, vai buscar entre os tucanos, nomes dignos, nomes expressivos e respeitados para dar rumo ao seu desgoverno. Mas ela apenas segue a cartilha de Lula, que ao assumir, foi buscar entre os tucanos adversários, nomes para compor a máquina que geraria a economia do país. Lula convidou Henrique Meireles, recém eleito deputado federal do PSDB para ser o presidente do Banco Central.

Agora, Dilma faz o mesmo. No PT não encontra um nome sequer com competência e respeitabilidade. No PMDB, também não dá, pois, segundo o ex-governador Ciro Gomes, “é um ajuntamento de bandidos”. Enfim Dilma teve que deixar os pudores e convidar para ministro da Fazenda, Joaquim Levy, da diretoria do Bradesco, homem que segue a cartilha de Armínio Fraga, demonizado pela então candidata e que agora terá que engolir alguém que adotará uma linha ortodoxa na economia, alguém que receitará remédios amargos, como cortes de despesas que fatalmente atingirão o “Bolsa Familia” e outros programas do PT. Joaquim Levy até participou informalmente da campanha de Aécio Neves. E mais - Em seu primeiro discurso, Levy começou elogiando o governo FHC. Durmam como esse barulho petistas!!! O PT é mesmo um partido de gente sem escrúpulos, sem caráter, sem vergonha na cara. Antes das eleições fazem o diabo com ataques até pessoais contra os adversários. Agora, descaradamente, engolem esse remédio amargo feito à base de “fezes de tucano” para dar credibilidade, para dar confiança aos rumos da economia do país. Não se vê nenhum petista protestar, criticar as escolhas de Dilma, afinal, todos de rabo preso, devendo favores aqui e ali, vão dizer o quê?!     

sábado, 22 de novembro de 2014

Sem intervenção!

Não há possibilidade de intervenção militar!

Os comandantes militares reafirmaram esta semana, lealdade à comandante suprema das Forças Armadas.
                                                                    
Temos visto nas inúmeras manifestações populares pelo país, grupos com faixas e cartazes pedindo uma intervenção militar, segundo estes, com base constitucional ao invocarem o artigo 142 da Constituição Federal que textualmente diz: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Já o artigo 84, XIII, da CF estabelece que compete privativamente ao Presidente da República, “exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica...”. Isto demonstra claramente a inviabilidade desse mecanismo para destituir legalmente a Presidente da República mesmo diante da enxurrada de denúncias, dos escândalos que estamos assistindo todos os dias. As pessoas que pregam esta modalidade, esta alternativa da tomada do poder, insinuando haver cobertura constitucional para uma sublevação dos militares, o fazem por absoluta ignorância e desconhecimento da lei ou por má fé aproveitando essas manifestações nas ruas e praças do Brasil para disseminar algo totalmente ilegal e leviano.

As instituições democráticas a que a Constituição Federal se refere, são as instâncias legais de governo, do Estado, o Congresso Nacional, composto pela Câmara Federal e pelo Senado Federal, o Supremo Tribunal Federal e todos os tribunais superiores, a Procuradoria Geral da República, os governos estaduais e as prefeituras municipais, além das assembléias estaduais e as câmaras municipais. Todas essas instâncias estão em pleno e legal funcionamento, sendo que qualquer iniciativa ou tentativa de se alterar o status quo presente, é golpe e como tal deve ser condenado. Temos que defender a legalidade, a soberania nacional. A Polícia Federal como instituição séria, responsável e respeitável está fazendo o seu trabalho dentro da lei e precisamos com calma aguardar os acontecimentos, os resultados dos depoimentos que estão sendo prestados pelos diversos acusados. Não se pode condenar ninguém pura e simplesmente pelo noticiário. É preciso se garantir o direito de defesa a todos e a Constituição também é clara nesse sentido, ao taxar que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, (Art. 5º. LVII da CF). Como também garante a todos o direito de ampla defesa. Inclusive recentemente, os comandantes militares das três Armas se pronunciaram sobre o tema. O Tenente-Brigadeiro Juniti Saito, da Aeronáutica; o Almirante Júlio Soares de Moura Neto; da Marinha e o General-de-Exército Enzo Perri, do Exército, desqualificaram essas intenções afirmando que as Forças Armadas se mantêm fiéis à Constituição e na obediência às leis do país.

Assim, é preciso calma, aguardar o final das investigações e, eventualmente haver indícios fortes do envolvimento da Presidente da República ou de funcionários do alto escalão governamental, caberá à Procuradoria Geral da República, titular do processo, oferecer denúncia e aí sim, legalmente, constitucionalmente abre-se um processo diante do Senado Federal para julgar a Presidente nos termos do artigo 52. Não existe assim, no ordenamento jurídico, amparo para essa insensatez de se querer arrancar a governante na marra sob o argumento de uma “intervenção militar legal”. Até porque seria um ato de rebeldia, de insubordinação dos militares perante aquele detentor do comando supremo. Não basta simplesmente sair por ai, pelas ruas empunhando faixas, bandeiras e gritos de ordem buscando o impeachment do governante. Vivemos num país onde o Estado de Direito é um imperativo, onde as leis devem e precisam ser cumpridas quer gostamos ou não. Insuflar, disseminar essas idéias golpistas em nada contribui para a nacionalidade que deve pautar-se pelo respeito às leis, às instituições que agirão no momento necessário para que o império da lei seja mantido e respeitado.  

sábado, 8 de novembro de 2014

Impeachment é golpe!

Histeria contra a urna eletrônica!


Ninguém quer perder uma eleição. Gosto amargo, algo difícil de engolir, ingerir. Mas faz parte das regras do jogo. Em política não existe empate. Aécio Neves perdeu a eleição por razões simples. Não fez o dever de casa ao perder em seu próprio estado e parece que a aliança com Marina e a família de Eduardo Campos, não deu em nada, pois deveria ter ganhado também em Pernambuco. É compreensível a revolta dos eleitores tucanos, mas é preciso bom senso, pés no chão. A infeliz iniciativa do PSDB de ingressar no TSE pedindo uma auditoria dos votos, sem apontar nenhuma irregularidade ou fraude de forma absolutamente concreta, beira a estupidez e a falta de bom senso. Denúncias vazias, baseadas nas inúmeras manifestações pelas redes sociais, são gestos de desespero. É preciso que haja fatos concretos, provas cabais, irrefutáveis. Não é o caso. Cairá no ridículo.

Essas manifestações pelo país e pelas redes sociais de pedido de “impeachment” da presidente Dilma também são ações de quem não sabe perder. Para se concretizar tal fato, o impedimento é preciso haver fortes motivações, fatos concretos. Provas. O quê temos? A palavra de um criminoso, indigna de crédito, que, segundo a revista VEJA, afirmou que Lula e Dilma sabiam das tramóias, dos desvios de dinheiro na Petrobrás. Cadê as provas? A revista não inseriu na matéria nenhuma prova indiscutível apresentada pelo doleiro Yousseff ou pelo delator Paulo Roberto Costa. Alguma gravação autorizada judicialmente de conversas havidas entre os citados, Lula e Dilma, com estes protagonistas. Algum papel com a assinatura ou letra de Dilma ou Lula determinando repasses de dinheiro, etc. A revista fez  uma denúncia vazia às vésperas do segundo turno e não mostrou provas. O próprio Aécio Neves discorda desse pedido de impedimento, por considerar um golpe. Logo, essas manifestações, tendem a não resultar em nada, só barulho dessas agitações inúteis e descabidas.

A urna eletrônica brasileira é indevassável, segura e confiável. Está havendo uma histeria coletiva de pessoas ou grupos cuja intenção se desconhece. Não existe a possibilidade de se fraudar, inserir dados na urna no momento em que ocorre a votação. A urna funciona isoladamente não tendo qualquer contato com o mundo exterior, quer seja por meio da internet ou por cabos telefônicos. Antes das oito horas da manhã, o presidente da secção, auxiliado pelos mesários, efetua o procedimento da “Zerésima”, quando de retira um comprovante legal que mostra que a urna está zerada. Se algum dado, algum voto estiver registrado neste momento, esta urna é retirada e substituída por outra. É preciso que as pessoas saibam que em geral, os mesários não se conhecem entre si. Com isso, dificilmente haveria a conivência com alguma irregularidade, aliado ao fato de que normalmente os fiscais e delegados de partidos estão presentes para fiscalizarem este momento.

Em geral, as secções eleitorais recebem poucos votos, talvez menos de mil. Para se evitar filas demoradas, atrasos. Pode ocorrer a duplicidade de título eleitoral, mas é um problema técnico dos cartórios eleitorais e isso dá margem a alguém votar no lugar de outrem. Podem ocorrer fatos isolados aqui ou ali de algum tipo de problema, contudo, isso pouco alteraria o resultado final. Afirmar, por em dúvida a atuação do presidente do TSE, Ministro Dias Tofolli, é algo que pode partir de pessoas menos avisadas. É bem provável que o ministro nem tenha o conhecimento técnico necessário para operar o complexo e seguro sistema eletrônico que atua nas eleições brasileiras. Tudo não passa de boataria, teorias da conspiração e insanidade de algumas pessoas. Vejamos – se fosse possível fraudar as urnas, por que o PT não usaria este recurso para ganhar a eleição em S. Paulo, onde perde há 20 anos?! A fraude é apenas para favorecer o PT?! Ninguém acusa a vitória de Alckmin como fraude, por quê?! Vamos reconhecer a derrota, vamos voltar à nossa rotina com calma, respeitando os adversários vitoriosos e pensar na próxima eleição. Afinal, somos ou não somos democratas?!