terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Tieza, a coveira do carnaval!

Tieza, a coveira do carnaval de Araçatuba!
Este é o retrato perfeito do carnaval de 2018, na gestão de Dilador Borges e Edna Flor, organizado pela secretária de Cultura, Tieza Marques. 

Quem viveu os anos dourados (1960-1980) e assistiu aos grandiosos corsos carnavalescos nas ruas centrais da cidade, lembra da beleza, do colorido e da grandiosidade dos blocos, carros alegóricos e a presença única e sempre celebrada de Carlos Spironelli que enriquecia o show com suas fantasias riquíssimas e admiradas por todos. Spironelli era absoluto, era um “semi-deus” dos tradicionais carnavais de Araçatuba. A rivalidade entre os blocos era grande e o público que ganhava com o espetáculo que após os desfiles se prolongava nos clubes tradicionais da cidade – Corinthians e Araçatuba Clube. Hoje, esses carnavais ficaram na história. Os tempos são outros. Os clubes nem existem mais. Tudo se acabou. Agora é só cinzas! O carnaval de Araçatuba que já agonizava nos últimos anos, foi enterrado definitivamente pela secretária de Cultura, Tieza Marques, que entra para a história como a coveira do carnaval araçatubense! Por absoluta incompetência, incapacidade, a secretária que atua de forma imperial, conduziu vergonhosamente um carnaval pífio, medíocre, pequeno. Haviam mais banheiros químicos que foliões. A chuva já tinha se encarregado de destruir o palco montado e o povo, o povão não compareceu. Foi um espetáculo deprimente com um ar de funeral.
A grandiosidade, beleza, cores e alegria dos carnavais do passado.


A secretária de Cultura do governo Dilaflor, anda na contra-mão e precisa urgentemente acender umas velas para S. Pedro, que a tem castigado sempre quando da realização de seus eventos. Ano passado, igualmente a chuva acabou com o show da dupla Mayck & Lian, que iam se apresentar em Araçatuba. Agora, no carnaval, nuvens tenebrosas rondavam a cidade anunciando o enterro do carnaval. Rosvel Menezes, um dos mais antigos carnavalescos da cidade, em entrevista à FOLHA DA REGIÃO recentemente, chorou ao relembrar os bons tempos do reinado de Momo e lamentava a falta de apoio da administração municipal. Aliás, esse carnaval da Tieza foi tão pobre, tão medíocre, que o rei Momo era um sujeito magrinho, contrastando com a eterna figura de reis gordinhos, aquelas fartas bochechas. Talvez a magreza do tal rei, retratasse fielmente os sinais da crise e da falta e visão e planejamento do pessoal da Secretaria de Cultura. Este ano, as tradicionais escolas de samba – “Virada do Sol”, “Sonho e Fantasia”, “Unidos da Zona Leste” e “Caprichosos”, em represália à falta de apoio do prefeito, decidiram boicotar o carnaval. Também não era prá menos! Um prêmio, uma mixaria de apenas R$ 15 mil aos participantes. Tieza deve ter ido pedir algumas moedas na porta do cemitério. Tamanha pobreza!

Quem viveu os anos dourados sentiu a imensa alegria dos grandes carnavais.

O certo é que as relações entre a prefeitura de Araçatuba e a ASSESA – Associação das Escolas de Samba de Araçatuba parecem não andarem bem. No site do Tribunal de Justiça de SP, há um processo movido pelo Município contra a ASSESA, ainda no governo Cido Sério, por falta de prestação de contas, no entanto, o processo foi extinto por falta de interesse em agir. Sem apoio, sem estrutura, sem dinheiro, as escolas optaram por não participar do corso. Apenas um grupinho de crianças sem qualquer ligação com o carnaval e alguns jovens sem fantasia, apenas vestidos de preto, protestavam contra a homofobia. Isso se resumiu na tristeza, num autêntico cortejo fúnebre do carnaval de Araçatuba. Estranhamente, a população também boicotou. Alguns dizem que foi em represália ao fato da secretária Tieza ter xingado o povo que havia comparecido na câmara para protestar contra o aumento do IPTU. Na ocasião Tieza se referiu ao povo como “comedores de pão com mortadela”, numa alusão aos petistas, sem-teto e sem-terras que costumam seguir as manifestações do PT.

Na verdade, cidadezinhas pequenas como Piacatú, Potirendaba, Santo Antonio do Aracanguá, Ilha Solteira, Pereira Barreto, realizaram grandes carnavais. Sem esquecer Votuporanga, que há anos atrai milhares e milhares de pessoas de todo o Brasil para o seu espetacular carnaval que em cada noite recebeu perto de 50 mil foliões. Araçatuba padece da falta de pessoas capacitadas para gerir esses eventos culturais. Talvez haja uma falta de diálogo entre a secretária Tieza e esses grupos. O Rio de Janeiro tem o melhor e maior carnaval do mundo, porque já na 4ª. Feira de Cinzas, as diretorias das escolas de samba se reúnem e começam a planejar o próximo evento. Aqui, talvez a mediocridade, a falta de visão estejam embaçando a visão de futuro, a arrogância, a prepotência e a “politicagem” estejam tornando vesga a visão daqueles que deveriam planejar, organizar essas festas populares. Quem perde é a cidade, sua população, seu comércio. Aliás, em Olímpia e Votuporanga, o comércio nem fecha durante essas festas. A rede hoteleira e os restaurantes também ganham com a vinda dos turistas. Lamentavelmente, Tieza bateu o último prego no caixão do carnaval de Araçatuba. 


4 comentários:

  1. Concordo penamente com tudo que disse, pois só que viveu os grandes carnavais de rua, assim como vivi quando menino nos anos 80 e um pouco depois os grandes bailes com bandas conoetentes no Clube do Corinthians, e em ambos ainda com as marcantes presenças do lendário/histórico e ícone carnavalesco Araçatubense Carlos Spirinelli, juntamente com as marcantes presensas ainda nos de rua daque casal de japoneses bem velhinhos que desfilavam nas ruas, e nos clubes do Nico da Branca Azul e sua esposa e do Rei Modo e as mulatas era lei fazerem sua passagem com muita dança e elegância por todos os cantos do clube, sabe o tamanho do abismo que foi a comparação entre as duas épocas, e isto se considerar agora como carnaval, o que tenho certeza que nem de longe foi. Na minha opnião não só agora mas já a alguns anos é claro a falta de interesse e investimento por esta secretaria com relação á eventos tradicionais na cidade. Até realizam alguns, mas parece que fazem questão de divulgar o mínimo possivel, e sempre tive a impressão (não afirmação) de que tem sempre alguém se beneficiando e mordendo uma grana nesses eventos que sempre parece ser mais em benefício deles do que da população. Não deverias haver eventos realizados pela secretaria no qual para se ter acesso fosse obrigado a pagar pra entrar devido a alimentação (que poderia ser vendida á parte, na hora, mas com entrada livre) mas não como uma espécie de venda casada, como várias vezes vi acontecer. Mas cada um sabe o que faz e agente aqui também faz que não vê, mas vê, assim como neste fúnebre enterro de carnaval. E como pra mim, a sensação é sempre de que, onde há dinheiro público, há alguém lucrando nisso, acho que nesse enterro, alguém lucrou (pouco ou muito) com isso. É lamentável á que ponto chegou a secretaria da cultura de nossa cidade, onde a única que parece trabalhar com força é a secretaria da multa, da zona azul, e a de obras em esquinas de calçadas que vai lá saber se não foram superfaturadas pra tanto empenho né. Tenho minhas dúvidas. E o sr. Dilador ainda não vi dando a cara pro povo desde de que se elegeu. Era de se esperar mesmo. São poucos os que põe a cara no sol, andando pelas ruas depois de eleito pra ver e tentar resolver com vontade os problemas da cidade. Em fim, é tudo desanimador.

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  2. Concordo penamente com tudo que disse, pois só quem viveu os grandes carnavais de rua, assim como vivi quando menino nos anos 80 e um pouco depois os grandes bailes com bandas competentes no Clube do Corinthians, e em ambos ainda com as marcantes presenças do lendário/histórico e ícone carnavalesco Araçatubense Carlos Spirinelli, juntamente com as marcantes presensas daque casal de japoneses bem velhinhos que desfilavam nas ruas, e nos clubes do Nico da Branca Azul e sua esposa e do Rei Modo e as mulatas fazerendo suas passagens com muita dança e elegância por todos os cantos do clube, sabe o tamanho do abismo que foi a comparação entre as duas épocas, e isto se considerarmos esse lixi de agora como carnaval, que tenho certeza que nem de longe foi. Na minha opnião não só agora mas já a alguns anos é claro, a falta de interesse e investimento por esta secretaria com relação á eventos tradicionais na cidade é muito grande. Até realizam alguns, mas parece que fazem questão de divulgar o mínimo possivel, e sempre tive a impressão (não afirmação) de que tem sempre alguém se beneficiando e mordendo uma grana ao redor desses eventos que sempre parece ser mais em benefício deles do que da população. Não deveriam haver eventos realizados pela secretaria no qual para se ter acesso, como na Queima do Alho, fosse obrigado a pagar pra entrar devido a alimentação (que poderia ser vendida á parte, na hora, mas com entrada livre) mas que não como uma espécie de venda casada, como várias vezes aconteceu. Oras, se a secretaria está realizando e patrocinando por exemplo os músicos e as companias de dança, e eu quero ir no evento para assistí-los (e não para comer), porque tenho que ser obrigado a pagar pela comida (particular) para ter acesso a algo público? Tem algo errado aí né. Mas cada um sabe o que faz e agente aqui também faz que não vê, mas vê, assim como neste fúnebre enterro de carnaval. E como pra mim, a sensação é sempre de que, onde há dinheiro público, há alguém lucrando em torno disso, acho que nesse enterro, alguém pouco ou muito, lucrou. É lamentável á que ponto chegou a secretaria da cultura de nossa cidade, onde as únicas que parecem trabalhar com força é a secretaria da multa, da zona azul, e a de obras em esquinas de calçadas que vai lá saber se também não foram superfaturadas pra tanto empenho né. Tenho minhas dúvidas. Quanto ao sr. Dilador, ainda não o vi dando a cara pro povo nas ruas desde de que se elegeu. Era de se esperar mesmo, pois são poucos os prefeitos que põe a cara no sol, andando pelas ruas depois de eleitos, pra verem e tentar resolver com vontade os problemas da cidade. Em fim, é tudo desanimador.

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  3. Concordo penamente com tudo que disse, pois só que viveu os grandes carnavais de rua, assim como vivi quando menino nos anos 80 e um pouco depois os grandes bailes com bandas conoetentes no Clube do Corinthians, e em ambos ainda com as marcantes presenças do lendário/histórico e ícone carnavalesco Araçatubense Carlos Spirinelli, juntamente com as marcantes presensas ainda nos de rua daque casal de japoneses bem velhinhos que desfilavam nas ruas, e nos clubes do Nico da Branca Azul e sua esposa e do Rei Modo e as mulatas era lei fazerem sua passagem com muita dança e elegância por todos os cantos do clube, sabe o tamanho do abismo que foi a comparação entre as duas épocas, e isto se considerar agora como carnaval, o que tenho certeza que nem de longe foi. Na minha opnião não só agora mas já a alguns anos é claro a falta de interesse e investimento por esta secretaria com relação á eventos tradicionais na cidade. Até realizam alguns, mas parece que fazem questão de divulgar o mínimo possivel, e sempre tive a impressão (não afirmação) de que tem sempre alguém se beneficiando e mordendo uma grana nesses eventos que sempre parece ser mais em benefício deles do que da população. Não deverias haver eventos realizados pela secretaria no qual para se ter acesso fosse obrigado a pagar pra entrar devido a alimentação (que poderia ser vendida á parte, na hora, mas com entrada livre) mas não como uma espécie de venda casada, como várias vezes vi acontecer. Mas cada um sabe o que faz e agente aqui também faz que não vê, mas vê, assim como neste fúnebre enterro de carnaval. E como pra mim, a sensação é sempre de que, onde há dinheiro público, há alguém lucrando nisso, acho que nesse enterro, alguém lucrou (pouco ou muito) com isso. É lamentável á que ponto chegou a secretaria da cultura de nossa cidade, onde a única que parece trabalhar com força é a secretaria da multa, da zona azul, e a de obras em esquinas de calçadas que vai lá saber se não foram superfaturadas pra tanto empenho né. Tenho minhas dúvidas. E o sr. Dilador ainda não vi dando a cara pro povo desde de que se elegeu. Era de se esperar mesmo. São poucos os que põe a cara no sol, andando pelas ruas depois de eleito pra ver e tentar resolver com vontade os problemas da cidade. Em fim, é tudo desanimador.

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  4. Concordo também contigo meu caro Iranilson. A Tieza nunca deveria ter deixado a cadeira de vereadora que o seus eleitores a escolheram. Foi assumir a secretaria de cultura, tudo um conchavo do governo Dilaflorpara apaniguar os seus no poder. Foi e está sendo uma trajedia, espero que saia logo e que a cultura volte pra cidade, beneficiando a todos principalmente a periferia. Ela foi sim a Coveira do carnaval e tomara que não enterre mais nenhum segmento cultural.

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